Happy 2013 Brazil!!!

Well here we are after “Carnaval” but not quite into March.  It is 40 degrees Celsius in Rio, with 80% plus humidity.  Around the country, it is toasty and still summer vacation.  So if you are in business in Brazil – relax – we are just getting started with 2013 so, Happy New Year.

A great thing about Brazil, once you get used to it, is the flexible view regarding time and deadlines.  This is perhaps more typical in the bureaucratic middle- and upper-middle class.  People tied to the public sector know how to get things done but they also know when things can get done.  Generally, if you need a report, a technical document, an invitation from the government or something of the sort, it is better not to press too hard between Christmas and the end of summer.

In the private sector, it is a bit different and the working class, at least the workers of the formal sector, don’t quite have the same luxuries of time off.  Still they are contaminated by the general atmosphere.  Production slows down, quality controls are relaxed, and things don’t quite get done as quickly.   Why should they?  The managers are out.

Check out the beaches in Rio on a summer weekday.  You will be impressed by the density of the crowds and this in a country boasting of record high levels of employment.  Everybody should be at work but …..you know, you have to play some futvolei (volleyball played with the feet and body, but not the hands), or just work on your tan lines as bikini style vary from year to year.

By the way, it is not only Rio.  It is also Brasilia and a bunch of other places as everyone needs to head for the beach.  Brazilians love to say that “ninguem e de ferro” (no one is made of iron) and that’s true.

Sitting here suffering through my Southern California winter (today it was 65 degrees and sunny at the beach), I have to admit my envy.

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Bolivar Lamounier on Brazil’s Class C

http://brazil-weekly.com/opinion/why-you-shouldnt-get-too-excited-about-brazils-new-middle-class/?goback=.gde_4640694_member_211529522

This is an interesting interview in English and presents concerns about the limits and sustainability of Brazil’s new and growing middle class.  The article refers to the so called “Class C” which has been typically defined by marketers and media in terms of income without an in depth look at other sociological variables.  The important point is that due to the weakness of Brazil’s educational, especially the public but also the private entities in the sector, the newly minted members of class C do not have the educational, technical, information background to sustain their position in the face of declining economic performance and over indebtedness.  Like other observers, Lamounier sees the credit/consumption model of growth running out of steam.  As people fail to pay their debts, the financial sector will reduce lending which will affect production which in turn will hit profits.  The virtuous cycle ends and we face stagnation.  If that actually is going to happen, I am not sure.

One thing though that stands out in my mind is that investments in education in Brazil provide very reasonable returns even in down cycles.

 

 

Unacceptable by Roberto da Matta

The following text was first published in the Estado de Sao Paulo on Jan. 6, 2013 by Brazil’s leading anthropologist.  I will try to make some comments in a future blog.  The article represents ongoing and growing frustration with corrupt and inept politicians and the seeming lack of awareness in Brazilian society as the same politicians keep returning to power.

Eu não aceito!

7 de fevereiro de 2013
Autor: Roberto DaMatta

pequeno normal grande
Roberto DaMatta

Quando o hígido Michel Temer vira poeta e Renan Calheiros – acusado pela Procuradoria Geral da República de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso – é apossado (com voto secreto – o voto da covardia) na Presidência do Senado Federal no posto número 3 da sucessão republicana e entra no papel dando uma aula de ética e com apoio do PSDB, um lado meu pergunta ao outro se não estaria na hora de sumir do Brasil.

Se não seria o momento de pegar o meu chapéu e deixar de escrever, abandonar o ensino das antropologias, desistir do trabalho honesto, beber fel, tornar-me um descrente, aloprar-me, abandonar a academia (de ginástica, é claro), deixar-me tomar pela depressão, desistir de sonhar, aniquilar-me, andar de joelhos, dar um tiro no pé, filiar-me a uma seita de suicidas, mijar sentado, avagabundar-me, virar puxa-saco, fazer da mentira a minha voz; e – eis o sentimento mais triste – deixar de amar, de imaginar, de ambicionar e de acreditar. Abandonar-me a esse apavorante cinismo profissional que toma conta do País – esse inimigo da inocência -, porque minha cota de ingenuidade tem sido destroçada por esses eventos. Eu não posso aceitar viver num país que legaliza a ilegalidade, tornando-a um valor. Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões à custa do meu árduo trabalho.

“A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é obrigação de todos nós e é dever deste Senado”, professa Renan Calheiros, na sua preleção de po(s)se.

Para ele, a ética, o Brasil, o dever, o interesse e as obrigações são coisas externas. Algo como a gravata italiana que chega de fora para dentro e pode ou não ser usada. Façamos uma lei que torne todo mundo ético e, pronto!, resolvemos o problema da cena política brasileira – esse teatro de calhordices.

A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração – quando há coração… Por isso, ela não precisa de denúncias de jornais, nem de sermões, nem de demagogia, nem da polícia! A lei precisa da polícia, o moralismo religioso carece dos santarrões e as normas, de fiscais. A ética, porém, requer o senso de limites que obriga à mais dura das coragens: a de dizer não a si mesmo e, no caso deste Brasil impaludado de lulopetisto, a de negar o favor absurdo ou criminoso à namorada, ao compadre, ao companheiro, ao irmão, ao amigo.

A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração – quando há coração…

“O Zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”, eis a cínica palavra de ordem de um sistema totalmente aparelhado e dominado pelo poder feito para enriquecer a quem o usa, sem compostura, o toma lá dá cá com tonalidades pseudoideológicas, emporcalhando a ideologia.

Quem é que pode acreditar na possibilidade de construir um mundo mais justo e igualitário no qual a esfera pública, tocada com honestidade, é um ideal, com tais atores? Justiça social, honestidade, retidão de propósito são valores que formam parte da minha ideologia; são desígnios que acredito e quero para o Brasil. Ver essa agenda ser destruída em nome dos que tentaram comprar apoio político e hoje se dizem vítimas de um complô fascista, embrulha o meu estômago. Isso reduz a pó qualquer agenda democrática para o Brasil.

O cínico – responde meu outro lado – precisa (e muito) de polícia; o ético tem dentro de si o sentido da suficiência moral. Ela ou ele sabem que em certas situações somente o sujeito pode dizer sim (ou não!) a si mesmo. Isso eu não faço, isso eu não aceito, nisso eu não entro. É simples assim. A camaradagem fica fora da ética, cujo centro é o povo como figura central da democracia.

O que vemos está longe disso. Um eleito condenado pelo STF é empossado deputado, Maluf – de volta ao proscênio – sorri altaneiro para os fotógrafos, um outro companheiro com um passado desabonado por acusações vai ser eleito presidente da Câmara; a presidente age como a rainha Vitória. E o Direito: o correto e o honesto viram “direita”. Entrementes, a “esquerda” tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência. Articula-se objetivamente, com uma desfaçatez alarmante, uma crise entre poderes exatamente pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder neste Brasil de conchavos vergonhosos e inaceitáveis. Você, leitor pode aceitar e até considerar normal. Eu não aceito!

Fonte: O Estado de S. Paulo, 06/01/2013

 

A Bit More on Growth and Unemployment in Brazil

Here is a link to an interview in English, on Chinese television, with Paulo Sotero, the Director of the Brazil Institute at Princeton University.

http://english.cntv.cn/program/bizasiaamerica/20130201/103648.shtml

Sotero raises the same question that I did in my previous blog.  He affirms that unemployment is low in Brazil because Brazilians are optimistic, the service sector is booming, and because it is hard and expensive to fire people.  As a result, employers are keeping people on their payroll.  As the interviewer notes, this squeezes profit margins.  Sotero fails to address this point.  He is also more optimistic in stating that Brazil should grow between 3 and 4 percent in 2013.  The question is where will the investment capital for growth come from.  He expects to come from abroad, but if investors look at the performance of Petrobras, Brazil’s largest company, they certainly will not see much to be optimistic about.  Indeed, Brazil continues to need infra-structure investments and theoretically these investments can provide a high return.  However much of Brazil’s infra-structure is tied up with the state and either needs special dispensations or total privatization.  This is the case with seaports and airports.  Some airport operations have been privatized with Brazilian and foreign groups taking over the operations and improvements.  Still it remains to be seen how successful the new players will be.

Just as a side note, on the day that the new operators took over the airport in Brasilia, the baggage loaders went on strike and my flight was delayed.  So as we say in Brasil: eh complicado!

 

 

Unemployment and Economic Growth: An Apparent Contradiction

Last month Brazil’s statistical and record keeping government entity –  IBGE – reported record low unemployment.  The figure, if I remember correctly, was 4.5%.  When I worked for the Brazilian government in the 70’s and 80’s, I dabbled a bit with unemployment figures while seeking ways to increase employment.  At the time, the official (IBGE) figures were always between 14 and 17 percent.  Obviously, there has been a tremendous drop in unemployment.  Economic stability and democratization both play into this reduction.  The combination of stability and political opening after many years of very high inflation and military dictatorship freed up repressed demand and latent entrepreneurship. 

 

The problem now is that the economy is no longer booming.  In fact, GDP growth last year was just 1 percent and the consensus is that not much has changed and 2013 will probably be a period of disappointing economic performance.  Does that mean that employment should fall?  Theoretically, yes.  However, Brazil often defies theory.  If you travel to Brazil, especially Sao Paulo, Rio and Belo Horizonte, most likely you will be impressed by the full flights, full hotels, full restaurants and apparent abundance of cash.  Brazilians are spending and paying very high prices when compared to the US or even Europe.  One explanation is that near half of Brazil’s economic activity is still in the informal sector and therefore not accounted for in official tabulations.  It may be that official unemployment may remain low for a period even in the absence of economic growth in the formal sector.  Increasingly, Brazilians have decided that the formal labor legislation, known as the CLT, is no longer beneficial.  Employers prefer not to have “CLTistas” and many workers are either resigned to taking informal jobs or, alternatively, set themselves up as “consultants” in mini-enterprises and take care of their own safety, health, injury and pension network.  Certainly, not an ideal situation, but one of the many reforms that Brazil needs to address. If the economy continues its weak performance in 2013, unemployment will have to go up but with a presidential election in 2014 and with campaigning already underway, the government wants to avoid having to deal with this problem.  Piecemeal solutions may include special programs and targeted spending but that leads to another unattractive situation, i.e., the return of inflation. Right now, things seem not too bad and better than what the economic growth statistics portray, but if both the job and inflation numbers turn in the wrong direction, big problems could appear on the horizon.

 

 

Brazilian critique of Brazilian Culture (in Portuguese)

The first statement signed by Jo Soares.  Soares is a long standing Brazilian comedian, TV personality, author and, I guess, you might say popular intellectual.

His statement reads: “Corruption is not a Brazilian invention, but impunity is something very much ours.”

“A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. ”
( Jô Soares )

The following text is by Raquel Santana and I am not going to translate, so good luck.  It is a bit over the top in its stats and criticism but it is quite representative of the feelings of many middle and upper middle class, educated Brazilians.  The text complains about the election of Renan Calheiros to presidency of the Brazilian Senate.  Calheiros has been a frequent target of accusations of corruption as has been his predecessor, Jose Sarney.  These gentlemen are what the Mexicans refer to as dinosaurs.
Não somos apenas o país do samba e futebol!
Não somos apenas o mais corrupto do planeta!
Não apenas ostentamos o penúltimo lugar a nível de planeta na questão da educação!
Não somos apenas o primeiro em consumo de crack, com o segundo lugar para o consumo da cocaína!
Não temos apenas um dos mais altos índices de violência no mundo!
Não somos apenas o país, onde se arrecada MAIS impostos e MENOS são revertidos na garantia dos nossos direitos básicos de cidadãos e cidadãs!
” BRASILEIROS E BRASILEIRAS ALEGRAI-VOS!!”
Somos os INVENTORES DA IMPUNIDADE!!!
Qual outro país desse planeta, onde CORRUPTOS seguem de maneira tão livres e impunes, mesmo com seus crimes provados?
Alguma dúvida que essa IMPUNIDADE é a mola que impulsona todo esse DESMANDO SOCIAL NO BRASIL???
A volta de Renan Calheiros a Presidência do Senado, FOI UMA DAS MAIORES PROVAS DESSA VERGONHOSA IMPUNIDADE NESSE PAÍS!
Uma demonstração CLARA e EVIDENTE de quase cem por cento desses CORRUPTOS Senadores que votaram em seu “nobre companheiro”!
A impunidade no Brasil prevalece, por que os corruptos SÃO UNIDOS!
Não importa seus partidos ou alguma ideologia; no momento de BLINDAREM UM AMIGO CORRUPTO, SEMPRE ESTÃO JUNTOS!
Eles sabem que, hoje é Renan Calheiros AGRACIADO POR SEUS VOTOS E APOIOS!
Mais tarde, será SUSPENSÃO DE ALGUMA CASAÇÃO DE UM DELES!
É dessa maneira que o Brasil SEGUE DE LADEIRA ABAIXO!
Na contra mão do progresso e de alguma ordem!
Enquanto o povão se agridem na defesa de algum desses CORRUPTOS, eles são mais FORTES E UNIDOS QUE ANTES!
Essa “casta” de políticos que CRIAMOS E ALIMENTAMOS, são acima das nossas vidas habituais de simples e mortais cidadãos!
Eles moram em mansões com vigilância permanente!
Circulam em seus carrões blindados, repletos de seguranças!
Todos seus familiares e “agregados” são sempre protegidos da vida que nos arriscamos por vinte e quatro horas nesse país!
UMA BALA PERDIDA!
SERMOS ASSASSINADOS COMO VÍTIMAS DE ASSALTOS OU SEQUESTROS!
UM HOSPITAL QUE NÃO TEM ATENDIMENTO!
NOSSAS ETERNAS RUAS EMBURACADAS!
É essa nossa atual realidade!
A deles??
” Vão muito bem obrigado!”
Renan Calheiros que o diga!
A dele será ainda melhor!!
Com todas as VERGONHOSAS MORDOMIAS QUE O POVO BRASILEIRO VAI PAGAR PARA ELE !
Diante de tudo isso, o que falar??
Criamos a IMPUNIDADE!
MAS SEMPRE ESTARÁ NAS NOSSAS MÃOS O PODER REAL DESSA POUCA VERGONHA ACABAR!!!
CADEIA PARA CORRUPTOS!!
REFORMA POLÍTICA JÁ!!
CORRUPÇÃO COMO CRIME HEDIONDO JÁ!!
ACORDA BRASIL!!!
( Raquel Santana )

January and February: Are these good months for business in Brazil?

Typically people are familiar with Brazilian “carnaval”, beaches and attractive summer weather.  In the northern hemisphere, we are in deep dark winter in January and February, but in Brazil it is summer sun with periodic rains depending on where you are.  Flooding and mudslides have long been a summer plague in southeastern and southern Brazil.  Still it does not rain all the time and when the sun is out the bikinis are too and the beaches are full.  It is also summer vacation.  Schools close in December and typically reopen in February and sometimes only March.  The “carnaval” this year starts on Feb. 6 but it is a floating holiday tied to the religious calendar and Lent.  Supposedly, we let it all go prior to Lent and then we are duly repentant up to the Easter resurrection celebration.  Basically, attempting to do business in Brazil in between Christmas and the of “carnaval” is a frustrating task.  It is similar to attempting find business partners in France during August vacation.  You might find people to talk and they will be cordial but it is highly likely that any important decisions will be deferred.  On this topic, it is also important to remember that on an individualistic-collectivistic continuum, the Brazilian fall toward the collective.  So although you think a person has decision making authority, he probably feels he has to run the decision by his peers and colleagues.  Of course, they also will be on vacation or awaiting the end of the festivities or perhaps shopping abroad or hitting the ski slopes in the northern hemisphere.

In summary, keep in mind that these months are great for vacationing, excellent for making initial friendly contacts and networking but highly difficult times for more complex negotiations.  Take advantage of what you can as Brazilians love to do business with friends, people they know and trust and the summer holiday is a great time to start building these personal relationships.