Repost of a column by Arnaldo Jabor on all the evils present in the Brazilian psyche.

Reposted from Facebook.

I will come back to this and comment.

Arnaldo Jabor

– Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG’s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade…

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

– Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

– Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

– Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

– 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

– O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um ‘gato’ puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto…. malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram…
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.
Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

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Addressing Problems in an Election Year with the World Cup

Last week, (see April 18 blog below), I published Loira Inteigente’s long list of complaints targeting mainly the PT administration but also reflecting problems inherent in Brazil’s ongoing nation and citizenship building process.  I want to address some of the issues “Loira” posed.  I certainly have no mandate or much desire to defend Dilma’s administration and the government of the last decade or so.  It is interesting to note that while the military ruled Brazil from 1964 to 1985  for 21 years, civilian governments have been in power since 1985 with direct election from 1990 to the present.  So we actually have had more years of civilian government since the coup than we did of military rule.

Smart Blond starts her Jeremiad with Lula and the founding of the PT in the union movement.  She correctly notes that the union movement in Brazil has long focused on social and economic gains and Lula came out of this tradition.  In her view, (item 1) Jose Dirceu mentored and tutored Lula and has really been the power behind the throne.  She states that Dirceu was the starting point for everything.  Personally, I am not sure how far back Dirceu and Lula go, but suffice it to say Dirceu is in prison today and Lula has done to my knowledge absolutely nothing to attenuate his situation.  So it looks like Smart Blond may be attributing more power to Dirceu than he actually has or had.  Dirceu was forced to resign from the inner circle as Lula’s Chief of Staff and he was condemned in the “mensalao”, a vote-buying scandal by a Supreme Court with a majority of PT nominees.  It is an absolute novelty to see members of Brazil’s political elite in prison now and especially with their coreligionists in power.

In her second point 2, Smart Blond alleges that Lula is illiterate, meaning that he can neither read or write.  While Lula admittedly does not have a formal university degree, he is a very intelligent man and a great communicator especially for and with the average Brazilian.  According to Smart Blonde, Lula appointed Antonio Palocci to the  Ministry of Planning at the behest of Dirceu.  However, again we remember that Palocci was also forced to resign his post.  He did have power but his power was not beyond the reach of pressure from civil society, the press and political pressure.

Point 3 highlights maintaining Congressional support and passing favorable legislation and appointments.  She states that the Mensalao vote-buying scheme was the way that the PT was able to gain and maintain a Congressional majority.  That the vote-buying scheme existed and worked is not in doubt.  Nevertheless, the institutional weakness and the political culture has lived with this problem for a long time.  Fernando Henrique Cardoso’s reelection in 1998 was tainted by similar behavior albeit perhaps not as egregious.  The election system and lack of Congressional accountability all contribute to this long standing problem.  Loira Inteligente has a stronger case in pointing out how the PT has used the patronage system and swollen the public bureaucracy.  This is true but also very problematic for the PT as a party.  The PT today is no longer the “worker’s party” but really an aggregation of individuals some well ideologically consistent and well intentioned but the majority simply those who joined the band wagon in search of political and personal gain.  The graft and ideological divisions in the PT bear this out.

Loira’s item 4 praises the press and the judiciary.  This gets interesting.  Brazil’s justice system is notoriously slow, suffers from favoritism and insider influence and contradictory at the different levels with overlapping areas of competence and authority.  The press on the other hand is free in the sense that it can publish pretty much anything it wants but it is economically controlled by an oligarchical elite.  The Globo empire in particular has a tremendous role in shaping public opinion through its broadcast network.  While free, it is certainly controlled and guided.  Having said this, the press and the justice system did play a role in stopping some of Lula and the PT’s more radical ideas directed at reforming the press and the political system.  The end result has been the status quo which in reality needs to change but cannot be changed without challenging the position of entrenched interests.  So many in society, especially among those who have a voice, have carved out protected niches within the state and even in the Constitution that they cannot be challenged without a change to the 900-page law of the land.

I will stop here and pick up at item 5 in a future comment.

 

 

 

 

Repost of Mario Magalhaes Blog on Torture from UOL.com.br

 This is one of the things we actively seek to deny in our day to day.  But as Magalhaes states: “There are still many Malhaes out there.”  There is no such thing as eradicating evil from the heart but there is a process for building a civilization where such action is not condoned.  Brazil, “pais cordial”, is full of contradictions and has a long way to go as we witness almost daily.

 

 

26/04/2014 11:29
O coronel Paulo Malhães presta depoimento na Comissao da Verdade, no Arquivo Nacional, nesta terça-feira (25)

Torturador e matador, Paulo Malhães não foi julgado – Foto Daniel Marenco/Folhapress

 

( O blog está no Facebook e no Twitter )

A morte do antigo torturador, matador e ocultador de cadáveres Paulo Malhães o livrou de possivelmente vir a ser julgado e condenado pelas violações de direitos humanos das quais ele foi autor durante a ditadura.

Entre seus crimes imprescritíveis, cometidos com a farda de oficial do Exército Brasileiro, estão o de tortura e o de ocultação de cadáveres. O coronel era criminoso confesso.

De acordo com interpretação em vigor da Justiça sobre a Lei de Anistia, imposta pela ditadura em 1979, Malhães não poderia ir a tribunal e ser punido pelos crimes que acumulou como agente do Estado.

Porém, um amplo movimento se desenvolve para que o Brasil se equipare a países que não consagram a impunidade e punem antigos repressores. Ninguém encarnava a violência do Estado no período 1964-1985 como Malhães, desde que ele relatou seus “feitos”.

À Comissão Estadual da Verdade do Rio e à Comissão Nacional da Verdade, o militar reformado disse que ele e seus parceiros, depois de matarem oposicionistas na tortura, cortavam seus dedos, arrancavam os dentes e extirpavam as vísceras. Tudo para eternizar o desaparecimentos dos prisioneiros, evitando sua identificação e impedindo que viessem a boiar, depois de atirados em rios.

Por mais características de monstro que Malhães exibisse (e ele exibia), sua principal condição não era a de vilão de filmes de terror, e sim a de funcionário público aplicado, que executava exemplarmente uma política de Estado, a da ditadura.

Malhães não praticou “desvios” ou “excessos”, e sim os crimes que o governo ordenava.

Ao ser morto na quinta-feira, em sua casa na Baixada Fluminense, escapou de vir a ser julgado como a democracia impõe. No seu caso, a impunidade sobrepujou os anseios de justiça.

Seu lugar era na cadeia, e não no inferno, onde no momento, se é que o inferno existe, ele confraterniza com torturadores como Cecil Borer, Sérgio Paranhos Fleury e Freddie Perdigão. Na fila, esperando para abraçá-lo, estão os carrascos da escravidão, os matadores do Estado Novo e os veteranos do Esquadrão da Morte. Adolf Hitler já lhe apertou a mão e deu as boas-vindas.

Ainda há muitos Malhães por aí, inclusive quem durante a ditadura estava acima dele na cadeia de comando.

Sobre sua morte, o pior seria descartar qualquer hipótese: crime de queima de arquivo por parte do aparato de extermínio do jogo do bicho (Malhães trabalhou para a contravenção), latrocínio, assassinato por antigos repressores da ditadura, mostrando o que pode acontecer com quem abre o bico, vingança por outras barbaridades e querelas.

(Em tempo: o jornalismo oscila entre qualificar o septuagenário Paulo Malhães como militar da reserva ou reformado e como coronel ou tenente-coronel do Exército. Ele era reformado, ou seja, ao contrário do contingente da reserva, não poderia mais ser convocado para combater numa guerra, devido à idade.  Na hierarquia do Exército, o tenente-coronel está um posto abaixo do coronel. No cotidiano, contudo, é tratado também como “coronel Fulano”.)

Loira Inteligente: Longa lista de mazelas, A smart blond with a long laundry list of complaints.

O texto e um pouco longo mas vale pela consolidacao de queixas.  A fonte esta no final do texto.

Ai vai:

LOIRA INTELIGENTE – Está aqui a “BALA DE PRATA”… (Divulguem – o BRASIL agradece) 18.04.2014 às 11:57
Caros comentaristas e Petralhas derrotados: Quando iniciou a chamada era PT com a eleição de Lula, eu como brasileira bem informada em fontes seguras, de certa profetizei para amigos que entusiasmados pela idéia de mudanças apostaram tanto como a maioria dos brasileiros nas promessas que levariam o Brasil para uma situação melhor. Argumentava eu, que sendo o PT oriundo dos movimentos sindicais, o regime tenderia para o “POPULISMO ASSISTENCIALISTA”, isto porque tal como em uma empresa ou em uma categoria de trabalhadores, os operários suplantam em número bem superior aqueles que se encontram em níveis melhores de renda por formação profissional. Os operários são a massa votante que elegem seus representantes, e por esta razão perpetuam-se os diretores dos sindicatos no poder. Dizia eu, que nunca vi nenhum presidente de sindicato pobre por muito tempo após eleito (se os leitores conhecem citem algum), e se os há, talvez estejam em princípio de carreira, ou excepcionalmente e muito raramente tem a dignidade necessária para um cargo tão tentador. Façamos na ótica observadora da Loirinha uma retrospectiva da tão propalada “ERA PT”. LULA ajudou a fundar o PT, e assumindo o poder gradualmente ajudou a afundar o próprio. Senão vejamos: 1) Instruído pelo criador do mito LULA, Zé Dirceu exerceu a presidência na Casa Civil ( que caiu) para ficar informalmente governando, porque ele é o artífice de tudo em minha opinião; 2) Para garantir a governabilidade já que LULA é um analfabeto é só sabe falar, Zé Dirceu colocou seu Aliado Antonio Palloci (que caiu) no ministério do planejamento, posto mais do que crucial para o bom andamento da economia e “liberação de benesses”; 3) Para obterem a maioria no Congresso Nacional, Zé Dirceu (preso), articulou junto com o PT que também sempre presidiu, formalmente ou não, a compra de aliados políticos que votassem a favor das matérias que interessariam ao partido para perpetuar-se no poder, primeiro comprando votos de parlamentares que resultou no Mensalão, depois loteando cargos em Ministérios, secretarias, agências reguladoras e estatais; 4) A imprensa e o poder judiciário, graças a Deus vigilantes e competentes, não permitiram que determinadas matérias fossem aprovadas travando as ilegalidades que continham no bojo dos projetos de lei encomendados, ou pressionando a opinião pública para que coisas do tipo: censurar a imprensa; ampliar os poderes do Presidente da República; governar por decretos; fazer a reforma política ao bel prazer; e aprovar medidas provisórias as quais criticavam sem a interferência do legislativo; 5) Para garantir a permanência no poder Zé Dirceu (conforme vídeo documentado), incentivou a ampliação do programa bolsa família para garantir segundo Ele 40 milhões de votos encabrestando a população carente e desinformada; 6) Para ampliar mais ainda a satisfação do povo brasileiro, resolveu investir nos jovens criando o ENEM, o programa de COTAS, que de fato é bom e relevante para a sociedade, porém preocupados com números ampliaram o leque de concessão para a criação de “universidades” de reputação duvidosa inserindo-as no contexto das pesquisas de formação, e em contrapartida para tais universidades e também as particulares tradicionais forneceu benesses fiscais para que alojassem alunos despreparados para uma formação sólida e decente. O resultado é que a “geração do miojo” proliferou assustadoramente, e o mercado de trabalho não digeriu a capacitação questionável de algumas instituições de ensino (de fachada), e tais “profissionais” estão a mercê de oportunidades voltando-se contra o governo em manifestações para reivindicarem espaço, transporte, isenções, cultura, entretenimento e acima de tudo expectativa de futuro. Resultado é que estima-se que entre 16 e 25 anos o desemprego somado a informalidade da população jovem é de 25%; 7) Lula pegou o governo sendo erguido, deu continuidade ao processo para erguer e surfou na onda das comodities incentivando o agronegócio, a exportação de aço e minério de ferro pois a demanda no mundo todo era crescente e estável. A China crescendo a taxa de dois dígitos era um grande consumidor e LULA abriu as pernas demais para o mercado asiático; 8) A China pressionou o Brasil juntamente com a Coréia e as importações para manter um equilíbrio na balança comercial com os asiáticos começaram a inviabilizar a indústria nacional que não conseguiram mais concorrer. As que sobreviveram tiveram que se adaptar a nova realidade importando para revender transformando-se em distribuidoras, ou então mantendo a estrutura de fabricação diminuindo o efetivo de trabalho e partindo para a produção de semi-acabados; 9) A reeleição malgrado as denúncias de corrupção e, a queda de ministros, foi fácil em 2006 através do discurso de que o povo tinha comida, fartura, que podia viajar comprar um celular um computador, comer carne todo o final de semana e comprar seu carro ZERO; 10) Veio a crise de 2008, e Lula resolveu enfrentar a crise estimulando o consumo. Era comum as lojas transformarem-se em financeiras; os megafones oferecerem nas ruas crédito fácil, os carros de som passarem nos bairros com “financeiras” que se multiplicavam oferecendo crédito consignado e empréstimos sem consultas ao SPC ou Serasa; 11) A indústria automobilística e da construção civil estimuladas pela oferta de crédito e renúncia fiscal navegaram em mar de brigadeiro. A mão de obra da indústria que estava sendo sucateada gradualmente, migrou para a construção civil, e a perda gradual do mercado de commodities não foi tão percebido em função da manutenção da arrecadação via consumo, taxas sobre operações financeiras, e injeção de dinheiro por parte do governo no mercado com o PAC, que agora sabe-se sempre esteve empacado porém os recursos liberados e desviados irrigavam de certa forma a economia porque os ladrões envolvidos no esquema também consomem, gastam e investem; 12) Dilma foi inventada pela impossibilidade da reeleição de Lula, era desde o início um poste, mas poderia quem sabe sendo obediente ao padrinho Lula, e ao presidente de fato Zé Dirceu, dar continuidade e administrar as eventualidades; 13) Dilma estava se revelando uma péssima gestora, o mundo mudou e a crise enfrentada pela Europa e os Estados Unidos hoje é desprezível. O capital de longo prazo sumiu inviabilizando as “Parcerias Publico Privadas” batizadas de “Concessão”, mas que no fundo é uma forma de privatização. O dinheiro fácil retornou para as origens porque Dilma resolveu que a taxa de juros deveria mudar na marra e reduzindo a rentabilidade os investidores procuram outras praças; 14) O investimento estrangeiro de longo prazo necessário para a infraestrutura que começaram a ser o CLAMOR DAS RUAS porque o consumismo duplicou a frota de automóveis em 8 anos, e faltaram verbas que estavam escoando para EIKI, ANGOLA, MOÇAMBIQUE, FRIBOI, CUBA, VENEZUELA, e demais amigos do PT e do regime, e que aliadas a hemorragia ora observada na PETROBRAS e as renuncias fiscais para estimular o consumo, deixaram o Brasil desamparado em termos de recursos para aplicar no que precisa, pois toda a arrecadação está comprometida com o sonho de ter aqui a Copa do Mundo e daqui a dois anos a olimpíada; 15) Os níveis de inadimplência aumentaram, o programa habitacional do Minha Casa Minha Dívida passou a ser a salvação de um eventual futuro mandato, e as regras instituídas para o programa, as facilidades de acesso, a ampliação da oferta estão se encarregando de criar um outro problema para o futuro não muito distante. A inadimplência, o retorno da taxa de juros a patamares que os salários não conseguem acompanhar, a diminuição das vendas em função da exorbitante valorização dos imóveis, e consequentemente uma queda acentuada nas vendas e travamento dos futuros empreendimentos ou dos que estão em curso ainda; 16) O colapso na construção civil em minha opinião ocorrerá inevitavelmente com o retorno da inflação e a fuga do capital de longo prazo para investimentos e consequentemente dos financiamentos; 17) É por esta razão que o governo não quer que o IBGE realize o anúncio da pesquisa de desemprego em junho, porque o aumento da taxa de juros e da inflação vai trazer a recessão inevitavelmente com consequente desemprego, ademais; o que o mercado de trabalho fará com a mão de obra que migrou para a construção civil e que está construindo estádios Brasil afora? – Então caros comentaristas, creio que estamos a beira de um precipício gerado por todas as questões enumeradas acima, potencializada pela péssima administração do POSTE DILMA, que não ouviu os críticos aos quais chamou de VELHO DO RESTELO quando avisaram sobre o erro na imposição da diminuição da conta de luz, do aumento da conta PETRÓLEO prejudicando a PTbras, teimando ainda em realizar a Copa do Mundo não impondo limites a FIFA ou revendo a quantidade de sedes, e não ouvindo o empresariado que clamava por uma mudança de política industrial permitindo indiscriminadamente as importações em detrimento do investimento para que houvesse condições de competitividade; 18) Um dos fatores mais graves: A inflação da classe média que não é apenas de uma vida de sobrevivência estimada pelo INPC e sim o consumidor de produtos e serviços que envolvem uma assistência digna no campo da saúde, da educação, do entretenimento, e dos fatores que implicam também na segurança e consumo além do simples feijão com arroz, subiram muito acima dos produtos de primeira necessidade. Os celulares, internet, as praças de alimentação, os cinemas e tudo o que os chamados indevidamente de “promovidos” passaram a consumir inflacionaram com a crescente demanda, e os iludidos acreditaram nas mentiras estimuladas pela propaganda enganosa do governo, e hoje, são eles que estão indo às ruas para reivindicar porque os pobres realmente decentes estão trabalhando, em filas de ônibus ou metrô, e sofrendo muitas vezes para sustentarem os “filhos do miojo” em “universidades” de reputação duvidosa. Sem nada para fazer, aumenta o consumo de drogas, se encontrem em “roles” e redes sociais para conspirarem contra o governo que os “promoveu”. A classe média está sendo achatada e é aí que está o perigo da reeleição de Dilma… O resultado de tudo isto é que o BRASIL MARAVILHA foi desmascarado pelos pífios resultados recentes na economia, pelo clamor das ruas, pela debandada do capital de longo prazo para investimento em infraestrutura, e a crescente falta de credibilidade dos agentes financeiros daqui e do exterior. A dívida líquida e bruta estão aumentando, a inflação também, e o Brasil está pagando mais caro pelo dinheiro podre oriundo da venda de títulos públicos para agiotas de curto prazo. A taxa de juros está subindo não apenas para conter a inflação freando o consumo, mais porque o governo não consegue manter a máquina inchada com 39 ministérios, abastecer as estatais cambaleantes com dinheiro podre, e acima de tudo sustentar toda a estrutura de corrupção oriunda do modelo de governabilidade criado. Resumindo: – FORA DILMA, FORA PT, e o golpe de misericórdia anunciado por esta Loirinha aqui em se reportando ao título virá dos seguintes elementos: – 34 celulares; milhares de arquivos de mensagens de SMS, bem como aplicativos de conversação, tais como whatsapp, viber e outros, 1 HD e 37 pen drives que estão sendo analisados pela polícia federal. PS. – Quem gostar e concordar com o texto, copie e cole em seus espaços nas redes sociais. Divulguem que o BRASIL AGRADECE.

 

Fonte: Comentarios da reportagem:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/137188/Empreiteiras-pagaram-R$-31-mi-para-firmas-de-Youssef.htm

 

A Luta Continua

No mes de abril de 1964 ja com Castelo Branco instalado como Presidente, as mudancas foram bastante nitidas: Goulart deposto, Brizola em exilio, o Congresso capenga e a expectativa no ar.  Entretanto, Castelo prometia a redemocratizacao e as eleicoes ainda estavam marcadas.  Na medida, que os militares, seus aliados civis e a classe politica foram acomodando, a sociedade civil assistia inicialmente aliviada mas a preocupacao e mal estar seria crescente.  A midia dominante pregava o medo do comunismo e com certeza tinha apoio quase total dos governos estrangeiros, principalmente dos EUA.  Respirava com alivio que o Brasil nao seria Cuba multiplicado por 10 ou 100.

Uma vez instalados, os militares, os tecnocratas e os politicos se justificavam com todo tipo de raciocinio mas no fundo era um golpe conservador apoiado pelos setores conservadores de uma sociedade em transicao.  Vale lembrar que em 1960, o Brasil ainda era um pais ainda rural embora a migracao NE para SE ja era um constante.

Desmobilizada e controlada, o populismo do PTB, Jango e os demais herdeiros do Getulismo deixou de ser uma forca politica.  Os partidos foram extintos e no seu lugar surgiu ARENA e o MDB.  O brutalidade e recrudescimento crescia e atingiu o auge com o AI-5 e os anos de chumbo do Medici.  Mas por baixo, a sociedade estava envergonhada, ate os militares ou pelo menos certos setores tinham descomforto.  Sabiam que nao eram legitimos.  Assim, a permanencia pelo menos do calendario eleitoral foi importante e a oposicao gradativamente foi crescendo e surprendeu tanto nas eleicoes de 1970 e  mais ainda em 74.  A luta foi passando da guerrilha precaria e vencida para o campo politico mais amplo.  Com certeza os atos tressloucados dos guerrilheiros galgavam certa simpatia nao pelo ato em si mas pela resposta brutal e estupida do governo.  Quem queria viver baixo o arbitro dos uniformizados?

Gradativamente, a sociedade civil foi ganhando espaco e gradativamente chegamos a liberacao politica.  Infelizmente, os interesses particulares e os lobbies tomaram conta do processo da Constituinte.  A Constituicao de 1988, melhor do que a dos militares em muitos sentidos e principalmente como protecao formal dos processos democraticos deixou muito a desejar na parte operacional.  A percepcao era que se seu grupo ou interesse nao tinha um capitulo a parte na constituicao entao voce corria risco.  Assim hoje, estamos com um problema onde interesses limitados travam o progresso de ideias e projetos mais amplos.  A coisa precisa ser mais simple a nivel da Carta Magna.

Por erro ou ma sorte, Tancredo morreu e tivemos que aguentar mais 5 anos do regime antigo com Sarney mas finalmente chegou as eleicoes direta em 90 com Collor vs Lula.  O “moderninho” seduziu tanto a elite quanto o povao com um discurso atraente mas sem embasamento real.  Resultado apenas a continuidade da corrupcao a la Sarney e os militares ate que os escandalos tornaram obvios e insustentaveis.  FHC foi eleito com o sucesso do Plano Real e conseguiu sua reeleicao de uma forma um pouco casuistica.  Entretanto entregou a faixa para Lula que bem representou a cara do Brasil para o bem e o mal.  Lula cedeu como tinha que ceder as pressoes do PT e o PT tambem cedeu as pressoes do poder.  Ampliou e apoderou-se do Estado e acabou alastrando a incompetencia, a falta de controle (sob o pretexto de muitos controles) e estimulou ou continuou a corrupcao como “business as usual”.

Quem esta na rua hoje, talvez nao lembre e nao viveu os acontecimentos desde 64.  Afinal a populacao, embora envelhecendo rapidamente, ainda e jovem.  Mas todo mundo sabe que nao chegamos onde queremos.  Eh muito bom ter Copa e Olimpiadas mas na realidade, os eventos (mega ou nao) expoe as fendas.  Como construir uma sociedade de mais oportunidade, de maior igualdade, de uma cordialidade real e nao mitica?  Estes sao os problemas que ainda existem.  A luta continua.

 

 

Sunday, Ap. 13, 2014 NY Times Magazine Article and My Comments

http://www.nytimes.com/interactive/2014/04/12/world/americas/grand-visions-fizzle-in-brazil.html?hp

 

This NY Times article is a bit slanted, maybe in favor, of Brazil’s opposition to Dilma, Lula and the PT.  But at least it is not reporting on Lula’s “excessive” drinking as the Times did several years ago.

Certainly, it is true that Brazil has a long history of abandoned projects.  The military government is probably still the best example of nationalistic missteps.  The PT’s now long reign has been plagued with corruption and incompetence.  At the same time, it is a bit heartening to see all of the press critiques.  There is an ongoing struggle between the traditional media oligarchs: Globo, Abril, Estadao, Folha, etc and the new media, social media and the means of communication not directly controlled or affiliated with the political system, ie blogs etc.  The problem is that in Brazil most people still get most of their information via the TV and Globo remains the dominant source of news.  Of course, Globo has longed walked the tight rope of not offending too directly the government and ostentatiously supporting the government as long as there is a coincidence of material interests.  Globo continues to receive advertising dollars from all sorts of government and government related enterprises.

State capitalism is alive and well and most Brazilians would be happy to work for BB or Petrobras.  It is going to take a long time to wean us from the state and please don’t mess with my INSS pension…right?!

Tem alguem que nao esta de rabo preso?

 

 

50 Years Later: Some Personal Notes

Cheguei no Brasil em setembro de 1963.  Era um garoto inocente e gostava de coisas de menino.  Estava comecando a transicao de rapaz para homen.  Morava em Lagoa Santa entre a base aerea e a lagoa.  Fiz amizades e tive um namorico com a filha do prefeito.  Achava que tinha a maioridade porque possuia uma carteira de motorista da California.  Na realidade um “learner’s permit”.  Bastava.  Em Lagoa Santa andava a pe, de bicicleta e de lambreta.  O pessoal me chamava de “perne-longo” ja era cumpridao.  Ha tempo praticava corrida de bicicleta e embora nao tao forte tinha otima resistencia o que me ajudava a competir bem nas corridas acima de 40 kms de distancia.  No 31 de marco, me lembro muito bem, fui treinar.  O treino era uma ida para o Ciclovis na R. da Bahia quase esquina de Amazonas.  Uns 40 kms e era um percurso que fazia tranquilamente.  O asfalto terminava na praca principal de Lagoa Santa mas chegava bem em BH.  A pista era estreita e muitos trechos o acostamento era precario.  Tinha alguns caminhoes e carros e sempre um ou outro sacana dono da estrada mas nunca tive problemas maiores.  No dia 31, nao sabia nada de golpe mas tinha umas conversas entre meu irmao mais velho e meu pai e alguns correligionarios.  O medo deles era que se os comunistas assumissem o poder que iriam expulsar os americanos, principalmente os religiosos, tipo meu irmao e meu pai que eram missionarios.  Sentia algo mas achava que nada tinha a ver comigo.  Entao porque nao treinar?  Peguei a bicicleta e vi uma barreira na base da aeronautica.  Paravam os carros e checavam documentos.  Isto ja havia acontecido antes e entao nem ligava.  Passei direto.  Inicialmente o soldadinho fez sinal para eu parar mas como achava que treino era coisa seria, fiz de conta que nao sabia de nada e passei direto.  Ai tudo bem nada demais.  Usava uma camisa do meu clube americano:  Era vermelho e branco e tinha em letra garrafao “Berkeley Wheelmen”.  Tudo bem, Lagoa Santa eh uns 100 ou talvez 200 metros mais alto do que Vespasiano, e ha uma descida boa.  Na epoca Vespasiano nem chegava na estrada de asfalto que passava por fora.  Nao havia distrito industrial e nem nada parecido com o que tem hoje.  Fazenda so.  Depois de Vespasiano havia um posto da Policia Militar.  No posto, a policia fez questao de me parar.  Nao entendi e nem falava muito bem portugues.  Entao fiquei procurando saber o que estava acontecendo.  Me revistaram, apontaram para minha camisa vermelha e as palavras em ingles e falavam:  “Revolucao”.  Eh obvio que tinha mais soldados da PM e ate um caminhao da tropa.  De qualquer forma, passei e cheguei em BH.  Ai meus amigos falaram que os militares estavam tomando o poder e que iriam prender o Jango.  Tinha nocao mas na realidade entendia muito pouco.

De fato, Jango caiu, o movimento militar comecou em Minas e de la recebeu o apoio dos politicos como o Governador Magalhaes Pinto e da UDN.  Ate muitos do antigo PSD tambem vascilaram (ou seja ja eram conservadores mais antigos) e nao deram respaldo ao Jango e o PTB.

Castelo Branco assumiu logo no primeiro de abril quando Ranieri Mazzili atuando como Presidente da Camara declarou que Jango havia abandonado o cargo.  Castelo, por sua vez, assumiu prometendo o reestabelicimento da democracia.  Mas na realidade era o inicio da ditadura e os longos anos de chumbo.  Em dezembro de 1964, regressei para os EUA para terminar o “high school”.  Nao sabia que voltaria para o Brasil logo em 66 mas foi isto que aconteceu.

Os anos sessenta foram de transformacao e mesmo o Brasil controlado por um governo militar apoiado por politicos, e empresarios e a classe media com muito medo dos “comunistas” acabou criando uma base de sustentacao que possibilitou calar a esquerda.  Embora a esquerda nao tinha nemhuma unidade ou consistencia.  Um por um os militares prendiam, expulsavam, exilavam e criava dificuldades e so depois de muito tempo que a sociedade civil acabou rejeitando o autoritarismo.  Mas antes fingiu tolerar o AI-5, as prisoes, os desaparecimentos, as torturas, o DOPS e todo o aparato repressivo que, na realidade sempre existe de forma latente ou nao, dentro da sociedade em formacao.

A ditadura era um negocio de dar medo.  Muitas pessoas nao se lembram disto.  E eh muita bobabem sonhar com a volta de um governo militar para combater corrupcao ou organizar o pais.  Os militares e seus aliado tambem se sujaram com a corrupcao e pior ainda com as mortes e sumicos de pessoas.  Pelo menos hoje, um politico nao teme o pau de arara.  Agora infelizmente, a tortura e os mals tratos continuam nas delegacias e prisoes.  Basta ser pobre ou pior negro/indio e pobre.

Falta muito.  Nao sei se perdemos o rumo.  Tem muita gente que fala que o Brasil nao tem jeito.  Penso, ao contrario, que tem mas o caminho e longo e cada geracao tem definir sua tarefa.  Minha geracao tinha um inimigo facil e meio bruto, nao muito simpatico e entao era um alvo facil e definido.  A situacao de hoje eh muito mais a construcao do que a derrocada da ditadura.  Isto foi feito.  Constuir uma sociedade implica em sacrificios e um dos problemas que vejo e que as pessoas nao querem sacrificar aquilo que tem e nem deixar os de baixo chegar ao mesmo nivel de status e consumo.  A desigualdade continua e a pressao de classe e de separacao tambem.  So com muito tempo e talvez uma lideranca melhor.