Esta’ Dificil mas Vai…

The title in Portuguese means things are tough but they have to move. My German-born father, John Henry, used to say “it must go” when asked how something was going. I probably inherited a bit of this attitude, especially when it comes to Brazil. My blog  last week “Pior ja Passou” generated some dissent with people reminding me that things can indeed get worse. They can but there are some positives since millions of Brazilians demonstrated on the streets March 15.

  • The lava jato (car wash) investigations continue pretty much uninhibited. The scandal will eventually lead to  improvements in the morose justice system, the penal system and the political structure.
  • The investigations are broadening and aside from Petrobras, there are investigations into Swiss bank accounts and about the level of honesty within Brazil’s IRS or tax collection divisions.
  • Brazil has so far escaped a credit downgrade and the market, in spite of Dilma’s weakness, is still giving Brazilian Finance Minister Joaquim Levy a vote of semi-confidence.
  • Petrobras stock has apparently hit bottom (in New York). It had traded at below 5 dollars a share but closed on Friday, Mar. 27, at 5.78 a share and the company is actually extracting decent levels of oil including wells in the pre-salt.
  • One of the most heartening piece of news was Dilma’s choice of Renato Janine Ribeiro as the man to replace “cabra macho” Cid Gomes. Although Janine is close to the PT, he is not an ideologue. He headed CAPES and he knows the Education Ministry bureaucracy. He is a better choice to deliver Dilma’s promised “Patria Educadora” her chosen theme for the second term.
  • Further, it now looks like most of the political cards are now on the table. Dilma is isolated but it is up to her to work with the hand she has. She needs to make decisions and inaction as in the case of Supreme Court Justice nomination is less and less an option.
  • Capital continues to flow into Brazil in the form of foreign direct investments (FDI). Estimates are that Brazil again will top 60 billion in 2015 for something like 6 years in a row. The weakening real makes Brazilian valuations more realistic and those thinking of the long term can find more reasonably priced options. I copied here: https://allabroadconsulting.wordpress.com/2015/03/28/ an article from the PT-supporting Carta Capital to this effect.

One of the issues that still needs to be worked out is the role of Congress and how much appetite there actually is for institutional crisis. Will Congress move to promote a parliamentarian change? Currently, Dilma has lost executive power but it is not clear that Eduardo Cunha, President of the lower chamber and Renan Calheiros, president of the Brazilian Senate, want to make a change in that direction or if they prefer to await and perhaps have Cunha as a presidential candidate in 2018. Dilma lost power mainly because of the PT manipulations, which started with the Mensalao in 2005 and continue today. Lula and Dilma, it now seems clear, negotiated Congressional votes not so much to approve social and redistributive projects but mainly to avoid anyone in Congress upsetting the apple cart with undue investigations of the executive and PT in power. The nearly perfect storm at the end of the commodity cycle, the weakened Real, the PT’s very questionable electoral manipulations, the increasing independence and effectiveness of the judiciary (thanks to Joaquim Barbosa), plus the never ending revelations of the investigations, have all snowballed and gained a life of their own outside of anyone’s control making it impossible to go on with a protection scheme. This is depressing but also positive. A lot of people, even in the PT, no longer accept that the end justifies any means.

While the corruption inquests are important, malfeasance on the Brazilian scale results from institutional degradation. Corruption is a sign and not a cause. It can be and is being attacked by greater accountability and transparency. Seeing executives of construction companies in jail may give some a pleasurable schadenfreude. However, the country needs to and will eventually advance beyond enjoying “pimenta no &*^# dos outros e’ refresco” to having enough political engagement, participation and civic education not to need such a cheap and ultimately unsatisfying remedy. The system already has formal strictures in place but society needs to see that these actually work and hold accountable both elected officials, business people and bureaucrats so that while a jeitinho may continue, the “jeitoes” can no longer be acceptable.

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Repost de artigo do blog Gestao e Negociacao de Tiago Nunes: Stratgosnunes.blogspot.com.br

Na economia, os tubarões estão à espreita

A economia estagnada e o escândalo da Lava Jato favorecem os processos de fusões e aquisições
Em 2014 a economia brasileira quase parou, com um crescimento do PIB próximo de zero, mas o número de fusões e aquisições de empresas no País foi recorde. Segundo levantamento da consultoria KPMG, houve 818 operações no período, 22 acima do total de 2013. Um levantamento da PwC aponta para 879 contratos fechados, com um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A conjuntura atual tende a esfriar os negócios em geral neste ano, mas as operações no segmento deverão manter um volume expressivo, levemente inferior ao do período anterior.
“A expectativa é de que o número de transações diminua um pouco em 2015 pelo aumento do risco de investimento no Brasil, mas não será uma redução grave como aquela ocorrida em consequência da crise de 2008”, diz Luis Motta, sócio da KPMG. Ele avalia que, como sétima economia do mundo, o Brasil tem muitos setores com espaço para a consolidação. Outra explicação para o aparente descolamento entre a conjuntura econômica do País e o relativo dinamismo do setor é o tamanho do mercado brasileiro, um atrativo permanente para grupos com planos de longo prazo.
Para Gustavo Sardinha, sócio da B2L Investimentos, o momento atual favorece a estratégia de empresas interessadas em fusão ou aquisição para reduzir custos ou manter a participação de mercado. Em alguns casos, como no setor imobiliário, é possível beneficiar-se por um período em que os ativos estarão depreciados por haver maior oferta no mercado. “A crise também pode se tornar uma oportunidade para a compra de empresas menores por companhias mais estruturadas”, diz. Os negócios tendem, porém, a ter pouco impacto imediato na economia, por não se relacionarem a um plano de expansão a curto prazo. “Essas parcerias muitas vezes não resultam em maior capacidade produtiva, mas em modernização da planta, na racionalização dos custos e podem, de início, reduzir o número de empregados”, complementa Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica.
Os escândalos que atingem as maiores construtoras no País podem representar, na avaliação de Sardinha, outra oportunidade para aquisições em 2015. Ele cita como exemplo a tentativa da OAS de vender a Invepar, dona da concessão do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e de dois estádios construídos para a Copa do Mundo, a negociação pela UTC de sua parte na concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e a dificuldade da Engevix em manter as participações nos aeroportos de Natal e de Brasília. “O setor de construção e de petróleo e gás deve ser bastante chacoalhado pelas investigações e a tendência é haver uma reacomodação com a entrada de novas empresas no mercado e outro processo de consolidação”, diz o advogado. Outros profissionais do ramo confirmam a tendência de estabilidade no volume de operações dos últimos anos, sob impacto da perspectiva de recessão e das incertezas no cenário político.
Economia
Os setores mais movimentados pelas transações em 2014 foram os de energia, alimentos, bebidas e fumo, tecnologia da informação e empresas de internet. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o valor dos anúncios de fusões e aquisições, ofertas públicas de aquisições de ações e reestruturações societárias, chegou a 193 bilhões de reais em 2014, o mais alto dos últimos seis anos, puxado por uma concentração de grandes operações no período. Os dez maiores negócios de 2014 responderam por 62,5% do total, com destaque para a compra da GVT pela Telefónica, por 23,5 bilhões de reais, aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro deste ano.
Um dos segmentos com grande potencial de consolidação e oportunidades para fusões e aquisições é o de educação, com operações de peso nos últimos anos. Os dois principais exemplos são a fusão da Anhanguera com a Kroton, as duas maiores empresas de ensino com capital aberto do País, avaliada em 5 bilhões de reais, aprovada pelo Cade em maio de 2014, e a compra da Universidade São Judas Tadeu pelo Anima, por 320 milhões de reais, aprovada em junho. “Em tecnologia da informação também há um movimento fortíssimo de compra, assim como no setor de alimentos. Mas todas as áreas sofrem a perspectiva de redução de consumo”, diz Motta, da KPMG. Os grupos de TI e de internet registraram o maior número de operações de fusão e aquisição no Brasil em 2014. Foram 123 transações em TI e 91 em internet, muitas delas com companhias de pequeno porte.
A decisão de comprar ou se unir a outra companhia tem como principais objetivos o aumento da participação no mercado, a diversificação das operações da empresa ou a incorporação de um fornecedor. No caso da união do Banco do Brasil com a Cielo para a criação de uma joint venture dedicada à gestão dos cartões de crédito e de débito, aprovada pelo Cade em dezembro de 2014, as empresas visaram diversificar as atividades da operadora e reduzir custos da estrutura do banco. A aquisição da distribuidora de combustíveis Latina pela Raízen (uma joint venture entre o Grupo Cosan e a Shell), em abril do ano passado, teve como meta ampliar a presença dos produtos da Shell na Região Sul do Brasil. As carteiras de investimento do Programa de Aceleração do Crescimento, da Petrobras e dos eventos esportivos tiveram um papel importante na atração de investidores para participação nas operações.
Com a demanda interna brasileira acomodada por causa da pressão inflacionária e da possibilidade de redução da renda, avalia Lima, o investidor passa a estudar a capacidade de exportação futura antes de se estabelecer no País. Para atrair mais investidores, independentemente do período de crise, o Brasil precisa focar em uma tributação menos complexa, na qualificação da mão de obra e nos investimentos em infraestrutura logística, afirma Eric Waidergorn, diretor da UHY Moreira. Um levantamento da consultoria constatou que o País tem uma das menores taxas de imposto sobre ganho de capital do mundo, de 14,5%, diante de 28,6% na média dos países do G-7. Mas o importante atrativo é parcialmente neutralizado pelo custo dos tributos internos.
O capital estrangeiro teve peso significativo nas operações de fusão e aquisição realizadas em 2014, com 399 transações, ou 47% do total, segundo a KPMG, enquanto em 2013 essa participação foi de 40%. De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Brasil deve continuar a ser o quinto maior destino de investimento direto de empresas transnacionais até 2016. Em 2014, recebeu 62 bilhões de dólares, valor que reúne os recursos aplicados por investidores em ações representativas de 10% ou mais do capital de uma empresa. O patamar é constante desde 2011.
Os empréstimos realizados pelas matrizes estrangeiras para as suas filiais no Brasil não necessariamente são revertidos em investimentos. “Nos últimos anos, o nível do investimento direto estrangeiro se manteve, mas há um aumento da participação dos empréstimos internos das companhias transnacionais, historicamente de 13%, mas hoje na casa dos 35%”, diz Lima.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/

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Pior Ja Passou?

Depois das manifestações da semana passada mais o discurso e queda do Cid Gomes do MEC, ha muita gente especulando que o pior esta’ por vir. As pessoas estão convencidas que o Petrolao vai atingir o Lula e também derrubar a Dilma. Temem que o PMDB já assumiu o controle com a “troika” (Temer, Calheiros e Cunha). A expectativa e’ a continuidade do marasmo por parte do Congresso e medidas paliativas por parte do executivo que se perdeu na crise. O quadro e’ preocupante, sem nenhuma perspectiva imediata de saída. A economia não cresce e a situação política não melhora.

Entretanto, passado um ano, em retrospectiva, veremos que a partir de 15 de marco deste ano foi quando Dilma iniciou de fato, seu segundo mandato. Depois de muitos tropeços, ela aparentemente começou a ouvir a voz do povo nas ruas. Isto pode ser notado em seu discurso quando da apresentação do novo código civil, onde ela já assumiu uma postura mais humilde, reconhecendo que e’ preciso dialogar. Nem tanto por livre e espontanea vontade, mas sim por causa de seu baixo índice de aprovação.

Dilma, ate prova em contrario, não e’ pessoa corrupta. Mas possivelmente existe uma blindagem de altíssimo nível, que talvez represente um acordo tácito para proteger, se for preciso, um grupo de empresários de alta elite, e por extensão Lula, Aécio e a própria Dilma, . Como foi o caso de grandes bancos americanos e empresas como GM nos EUA em 2008, eles são “too big to fail”, ou seja, eles são grandes demais para cair.

O PMDB, talvez lembrando o governo Sarney, não quer na realidade o ônus e as responsabilidades do poder executivo. Atualmente, ele esta’ na posição de conseguir benesses, evitar processos legais e permanecer comodamente no fisiologismo político o que garantira a permanência de seus quadros por um bom tempo ainda. Então, Dilma acaba sendo a única opção.

Entre os clamores pela volta dos militares e o grito de impeachment, só ha retrocesso. A luta entre a esquerda e a direita soa totalmente estéril. Os “companheiros” só tem “elite branca” e “coxinha” como palavras de ordem.   O discurso `a direita não consegue enxergar que a corrupção representa sintoma de problemas institucionais perenes. A voz da rua ainda clama, não só contra a roubalheira, mas também a favor da responsabilidade institucional e da entrega democrática de bens básicos da cidadania social e política. O povo quer luz, água, gás, transporte, educação, saúde e segurança alem de eleições e debate com uma mídia diversificada.

Dilma acertou eleitoralmente dando ênfase na continuidade nos programas sociais, mas hoje ela tem apenas condições mínimas de atender suas promessas eleitoreiras. A recessão econômica e a gastança “federal” ineficiente não ajudam.

Mas ela pode resolver melhor a parte política, ampliando o dialogo e saindo de Brasília. A redistribuição só pode existir numa economia que produz, e ai esta’ o dilema que Dilma esta procurando resolver, através das medidas de ajuste que estão nas mãos do Ministro Joaquim Levy.   O programa do Levy e’ basicamente o mesmo que o Aécio e o PSDB teriam posto em pratica. Os Tucanos, por jogada política, criticam mas sem moral ou grande efeito. Com sorte, Levy conseguira’ que a economia volte a crescer a partir do segundo semestre de 2016.

Concluindo, se o PT já não tem a iniciativa e nem o respaldo da rua, aos eleitores do Aécio também falta uma opção imediata. A ex-candidata Marina da Silva e sua rede perderam o embalo. A correlação das forcas políticas, evidenciada pelo votos – 53 milhões de votos para Dilma, 50 milhões para Aécio e 37 milhões nulos ou em branco – indica a necessidade de novas opções a serem construídas. Portanto e por enquanto, Dilma tem sim sua legitimidade.   E se esta’ ruim com ela, pior será sem ela.

E’ claro que o imprevisível ainda pode acontecer mas o momento e’ de resolver o problema imediato de limpeza da Petrobras (e talvez o BNDES), ter paciência com o Congresso ate as próximas eleições e voltar ao trabalho, o que e’ o que na realidade todos estão fazendo, justamente porque não ha outro remédio. A sociedade, fora os grupinhos pedindo um golpe, parece reconhecer isto. E assim, muito provavelmente, o pior já passou, pelo menos para a Dilma.

Sexta-feira, Dia 13, Domingo, Dia 15 e os Resultados

O Brasil viveu um fim de semana bem intenso com gente na rua na sexta (13) apoiando a Presidenta e depois no domingo (15) em oposição.   A movimentação toda envolveu mais de 1 milhão de pessoas em todo o pais e não ha noticias de um tumulto maior ou grandes atos de violência. Parece que tanto o pessoal do governo quanto da oposição estão agindo dentro dos parâmetros de comportamento cívico correspondente ao grau de desenvolvimento político do pais. E’ verdade que o pessoal do PT adora xingar a opocisao de coxinha e elite e outra coisas piores. Do lado oposto vem os gritos de ladrão e corrupto. Entretanto não houve choques e as brigas entre as torcidas organizadas costumam ferir mais gente.

Surge então a questão de resultados. O que podemos esperar da mobilização e da rua cheia de gente com camisas vermelhas, verde/amarelas ou misturadas? Os protestos de 2013 servem de exemplo? Naquele ano, os políticos também levaram susto e no inicio, Dilma e a classe política prometeu varias reformas. Com a passagem do tempo, a Copa de 2014 e a desmobilização mais a eleição, o políticos rapidamente voltaram para o status quo de antes. Não saiu reforma política, não saiu Constituinte, não saiu nenhuma reforma de conseqüência. As marchas de hoje (15) reuniram números de pessoas semelhantes aos maiores protestos de Copa de Confederações. Ainda e’ cedo para ver se vão continuar e em que forma.

Alguns grupos nas capitais, pediram intervenção militar. Parece-me gente de memória curta ou sem experiência e também estes formaram grupos bem minoritários. A reivindicação principal do dia 13 foi a defesa da Petrobras enquanto do dia 15 foi contra a corrupção. Enfim, ha muita coisa em comum já que ninguém defende abertamente a continuidade do roubo.

Então os pontos positivos que podemos tirar dos protestos são: 1) a participação política de uma forma não violenta com o cidadão na rua se expressando; 2) a vontade de mudança, principalmente no sentido de acabar com a corrupção e de punir os corruptos; e 3) parece obvio que para a maioria das pessoas uma ruptura institucional ou mesmo impeachment não vem ao caso pelo menos no momento; 4) ha um anseio geral para melhorar o pais.

A Presidenta aparentemente esta começando sentir a necessidade de agir. Embora, não tão feliz com Joaquim Levy, ela reconhece que precisa de um Ministro da Fazenda que vai fazer os ajustes (leia-se cortes) e que ha uma ressaca depois que a festa acabou. Ela também esta’ colocando mais privatizações (aeroportos), ventilando novas PPPs e um receituário que busca manter o Brasil pelo menos um grau acima de “junk”. A presidenta sabe as conseqüências de abandonar o mercado e a quebradeira que viria como conseqüência.

Passado os dias de protesto, talvez agora a Presidenta possa conseguir um fôlego e tomar iniciativas políticas e reunir um grupo coerente em volta para pelo menos traçar um caminho para chegar inteiro ao final do mandato. A coisa e’ complicada e a Dilma esta’ de saia justa mas a solução de não tumultuar em demasiado talvez seja a mais sensata do momento. Vamos ver se a Presidenta vai conseguir achar o caminho.

A Rare Visit: US Ambassador to Brazil in California

I met with the US Ambassador to Brazil during a series of meetings and conferences last week.

The Honorable Liliana Ayalde, a career diplomat and the successor to Thomas Shannon, spent most of the week in California, something that is fairly rare. During the meetings, the Ambassador stressed an increasing interest in California-Brazil business. Typically, California looks to Asia and Brazilian businesses have focused more on the eastern seaboard and Florida – New York connections.

As such, the US Ambassador usually visits Washington, New York and Miami and California is not usually on the agenda. Ms. Ayalde’s visit was heartening from a business perspective. She noted that Brazilians, while still favoring Miami and New York, are beginning to visit the west coast more, especially Las Vegas and California.

Ayalde stated that Brazil is a “must be there” market, that it is the 7th largest economy with a GDP of close to 3 trillion, and that almost all of the 500 largest US corporations have a presence in Brazil. She also noted that Brazil is a challenging place to do business, that there is corruption as evidenced by the Petrobras scandal and that Brazil faces a particularly difficult year or two of negative economic growth. However, she emphasized, correctly, that investment in Brazil should be thought of as a long-term endeavor.

I asked about the ongoing impact of the U.S. National Security Administration’s electronic spying in Brazil. Ayalde said she arrived just as this spying scandal was becoming public and that it certainly created what she called an “unfortunate chapter”. The most noted consequence, of course, was the “postponement” of Dilma’s state dinner with Obama. More seriously, Ayalde noted that the spying put on ice practically all “political engagement” and that the situation is only now being resolved. She noted that Vice President Biden attended Dilma’s inauguration and held a high level meeting where Dilma stated her intention to get the Brazil-US relationship “back on track”. The US continues to have of largest share of foreign direct investment in Brazil and now stands a chance of regaining its first place position as a trading partner given the slow down in China and the decline of commodity prices.

Backing up this emphasis on economic exchange, Ambassador Ayalde was accompanied by Brian Brisson, the Senior Commercial Officer at the US Embassy in Brasilia. Brisson noted that the US Department of Commerce has specialists in Brazil working in over 30 priority areas for trade and investment.

The combination of the decrease in commodity prices and the contraction of the Brazilian economy has led to renewed interest in attracting U.S. investments and to promoting Brazilian exports to the U.S. When the Brazilian Real was between 1.8 and 2.3 to the dollar, U.S. importers found Brazilian products uncompetitive. With the exchange rate at 3 Reais to the dollar and perhaps heading higher, Brazilian firms, out of necessity, are hoping to gain a new toehold in America, especially given the weakness in the Brazilian market.

It is well known that Brazil is inward looking and has been underrepresented in international commerce given the size of its economy. Brazil’s bureaucracy, protectionism and high internal profit margins justify this posture when times are good. But when the economy takes a downturn, Brazilian companies need to look abroad.

Overall, Brazil’s protectionist barriers ,have made it comfortable for foreign companies once they are established there. They have also benefited Brazilian manufacturers by shielding them from cheap imports. The problem is that the cosseted manufacturers have not had to compete and improve. The multinational sector in Brazil often uses old technologies to meet the low quality requirements of the domestic Brazilian market. Brazilians know this and love to flock to the US to purchase all types of goods which are at the technological forefront. U.S. products also have excellent quality and very attractive prices compared to what is available in Brazil.

Brazil’s market has opened, but the opening has only been partial and halting. Unfortunately, there is no consensus on where the economy should be heading and Dilma and the PT, as well as the opposition, seem incapable of coming up with a new vision. This is perhaps Brazil’s greatest problem. It is one that Ambassador Ayalde can only hope to fathom. Her interest is to understand the political situation, maintain a favorable environment for US investors in Brazil and promote US products and interests in Brazil. Hopefully, she will succeed.

On the Brazilian side, it remains to be seen how well Dilma and the PT can reconcile their world view with that of their U.S. partner. It is likely that Finance Minister Levy, who the ambassador described as “well received”, has the role of dragging Brazil kicking and screaming into the “reality” of the global capital markets to the dismay of the ideologues in the Brazilian Workers Party.

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The author with Ambassador Liliana Ayalde in Southern California.

Brazil: A Tough Week in a Tough Year

Well, here we are two months into 2015 and past carnaval but still seem to be waiting for things to engage and get going, at least in Brazil.

In the meantime, we have had another mass murder in the US, more kidnappings and killings by the so-called Islamists in the Middle East. Strife and death continue in the undeclared war between Russia and the Ukraine. Boku Haram has failed to release any of the kidnapped girls and, in fact, have been involved in further atrocities. East Africa, especially Kenya, Somalia and Sudan suffer under threat from self-serving pseudo religious groups. Europeans suffer from the stagnant economy, the problems of Greece, (not to mention Italy, Portugal, Spain) and the aftermath of the Charlie Hebdo attack. Unresolved political assassination of prosecutor Nissman in Argentina and the killing of Russian opposition leader Nemtsov are ominous signs and hopefully will not find imitation in Brazil.

So the general impression is that the world is going to hell in a hand basket and indeed, I have Christian fundamentalist friends who sincerely believe we are in the last days before the Second Coming. Probably, more than a few of Brazil’s “evangelicos” believe the same.

In the midst of all of this, one of my favorite news magazines, The Economist, puts Brazil on its cover with title of “Economic Quagmire”. Typically, this might be a good indicator as traditionally when the Economist predicts, the opposite occurs. The problem is that Brazil has recently appeared on two covers: one with the Christ of Corcovado taking off like a rocket and then the second with the same figure crashing out of control. But before we get too excited, I should point out that Brazil did not make the cover of the US edition where we have instead the “Planet of Cell Phones” with Brazil relegated to page 63. So the conclusion might be: there is only marginal relevance for the events in the world’s 7th largest economy given the larger on-going crises worldwide.

Hopefully, benign neglect and rain to end the drought might get Brazil through March with no political deaths and the political institutions still functioning. One problem is the fact that the “aguas de Março” have, in the past, had dire implications. March of 1964 was the month that brought the military dictatorship and March this year has started with intensified cries for Dilma’s impeachment and, of course, the PT sees such clamor as a direct threat of another coup d’état. The reasons Dilma is wearing a tight skirt are numerous and mostly self-inflicted. Since the election, she has shown weak leadership and perhaps embarrassment in having to do all the things that she promised not to do. The list is long but well known and includes her inaction regarding the Petrobras corruption scandal, the weakening of guarantees for the working class, tax increases, less spending on education and social programs, higher interest rates and higher inflation. More importantly, she has failed to bring Congress to heel and has seemingly lost her political base. She appeared totally caught off guard by the recent trucker’s strike and instead of leading has only produced a few self congratulatory propaganda videos that hark back to pre-election themes but resolve none of the problems.

Ideally, Brazil needs a pact to preserve the institutions and a political basis for taking the measures of fiscal restraint to stop the slide. Lula getting together with Fernando Henrique Cardoso seems a bridge too far. The animosity between Aecio and Dilma is also insurmountable.   Luis Carlos Bresser Pereira, a former minister in FHC’s government but a supporter of Dilma in the last election also proposes such a pact, however, sees that “hate” has replaced cordiality and that Brazil’s financial elite will not bow. So pessimism reigns.

While there must be concern, I am hopeful that the demonstrations planned for mid March will release some of the political steam and buy some time so that the immediate problems of interest and inflation can be addressed. Second, if this happens, perhaps Dilma and PT leaders such as Jacques Wagner can assert themselves in finding a path that can avoid disaster and eventually result in rebuilding a coalition with a project for balancing social and economic development.