Brasil Politico e Brasil Real

Acabo de chegar do Brasil onde passei quase três semanas percorrendo o pais.  E sim e’ verao e as praias cheias e oferecem um bom colirio para os olhos.  E assim deu para sentir uma distancia palpável entre o que se noticia (pessimismo) e o Brasil real, ou seja o povo na rua, as mulheres bonitas na praia, pessoal fazendo suas compras, lidando com a burocracia, os problemas de saúde, a falta de qualidade nas escolas, a insegurança, mas ao mesmo tempo, cultivando uma atitude perene que “as coisas são assim mesmo e vamos levando”.   Assim toma-se conta do dia de hoje sem preocupar demais com o amanha que já que o hoje e’ suficientemente incerto. Enfim ha’ uma mistura de resignação com a satisfação de viver num pais chamado Brasil.

Esta’ certo que ha’ o processo de impeachment e toda uma onda de negativismo. A Presidenta Dilma esta’ colhendo os frutos das sementes de 2014 e ate’ antes e o povo também desenganado com as promessas não cumpridas

A tentativa de afastamento e possível cassação de Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados, decorre dos atos ilegais cometidos (ainda não provados perante o juiz mas ha evidencia). Mas como Cunha e’ melhor articulador político do que a Dilma, ele esta conseguindo protelar o processo, embora a Comissão de Ética apos a sexta tentativa deu passe para o procedimento contra o Cunha. E agora vem o caso Renan, suposto aliado da Dilma, cujo sigilo bancário foi quebrado.

Supostamente havia uma barganha política entre Cunha (PMDB e parte da base aliada) e Dilma (PT e situação). O pacto seria uma espécie de abraço de afogados. O presumido acordo foi para terra quando Cunha acolheu um dos muitos pedidos de impeachment, autorizando assim o inicio de um longo e complexo processo na Câmara

Resulta a impressão do isolamento da Presidente mas também da inoperabilidade do Congresso ou seja tudo pode acontecer como pode também não acontecer nada. A distancia entre os políticos e suas articulações e’ imensa e povo cansa em ver e ouvir o que passa aparentemente sem progresso. A televisão e o noticiário em geral apresenta um bombardeio de revelações, eventuais confissões, provas e condenações sem alterar, entretanto, o quadro mais amplo.

Assim no dia 13, a oposição a Dilma foi a rua mas com números minguados. Na realidade, estamos em época de Natal, de compras, de festas, de comemorações de trabalho e de família. Enfim são as coisas reais para as pessoas. Vindo do Brasil de fora, não ha aparência de crise nos shopping repletos, nos bares cheios e nos restaurantes movimentados. Pelo menos e’ o que vejo e comento com os amigos: “Cadê a crise?” sendo que a pergunta retórica não precisa de resposta. A crise e política e esta’ basicamente em Brasília.

O problema da crise reside no gasto de energias que poderiam ser mais bem alocadas. A economia vem encolhendo e provavelmente, se haverá uma recuperação será mais para o final de 2016.

A crise no Brasil e sobretudo política. E a crise em seu formato atual são vai ser resolvida com novas eleições. Em 2016, as cidades renovarão seus prefeitos e os votos indicarão algumas tendências. Entretanto, a eleição de 2018 será muito importante porque indicara provavelmente a tendência de corrigir alguns do erros do esquerdismo e estadismo do governo atual. A eleição de 18 oferecera uma nova oportunidade de aprendizagem política. Provavelmente, a renovação ficara muito aquém do preciso mas o movimento vai na direcao certa e que haverá menos corruptos e alguns políticos mais comprometidos com um projeto político visando melhorias reais na economia, na educação, na saúde, na infra-estrutura. Não assistiremos milagres mas creio que haverá progresso. Estamos no momento no fundo do poço econômico e e’ possível que com a demissão do Levy que a Dilma queira cavar mais fundo ainda. Espera-se entretanto, que Nelson Barbosa, o novo Ministro da Fazenda fica constrangido pela realidade econômica. Mesmo querendo gastar, não ha como e penso que ha consciência por parte da Dilma e Barbosa que a inflação e o pior inimigo dos avanços sociais que eles querem pelo menos preservar.

A esperança e pouca mas existe e pode crescer. Afinal, estamos no Natal. Tomara!

Viva Brasil e vamos para 2016!

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