Erros e Acertos nas Previsoes para 2015

Chegou a hora de avaliar os erros e acertos das previsões que fiz o ano passado. Aqui esta o link para minhas “profecias”:

https://allabroadconsulting.wordpress.com/2015/01/02/previsoes-para-2015-e-a-posse-da-presidenta/

Comecei o blog dizendo: “Por mais que a gente quer uma alteração de rumo, esta difícil enxergar o que pode mudar.” Como nada mudou, alias só piorou, acertei de cara.

Abaixo também cito as palavras ou promessas da Presidenta no seu discurso de posse. Ao que parece, ela ainda não cumpriu nenhuma e a idéia do lema de pátria educadora acabou banalizado com 3 ministros em 1 ano: Gomes, Janine, e Mercadante. Nenhum teve capacidade e/ou recursos para educar ninguém.

Teci previsões quanto a economia, a Petrobras e o setor primário. No geral, acertei.

A economia passou por um ano difícil com o PIB encolhendo mais de 3 por cento. Os preços de “commodities” (petróleo, soja, minério de ferro e celulose) caíram e o setor primário exportou em US$ aproximadamente 10% a menos em 2015 comparado com 2014. A Petrobras, que não quebrou (ainda), trocou de presidente e mesmo assim o valor das ações continuou caindo. Tenho amigos no mercado que acham que a PBR esta quebrada, e realmente estaria, se não fosse o “backup” do governo que não vai deixar o maior xodó do Brasil ir a bancarrota.

Errei grosseiramente na previsão de cambio. Sendo tímido e algo confiante no Real previ a mudança de 2.70 para apenas 3.10, ligeiramente acima de 10 por cento. Hora bolas, o ano terminou com o real encostando em 4 ou uma desvalorização de 50 por cento. Se 2016 for igual ou pior a 2015 então podemos esperar o real entre 6 e 7 em dezembro. Será?

Em principio, a desvalorização do real deveria ajudar as exportações mas como o Brasil exporta hoje basicamente commodities, os preços caíram e a demanda também. A industria que perdeu, ha’ tempos, seu mercado ainda não recuperou sua produção e nem seus clientes externos. Especificamente no setor automobilístico, o México já ultrapassou o Brasil em termos de produção e produtividade. Ai a falta de avanço acaba em atrasos e encolhimento de um setor que foi importante nas exportações e que hoje vai perdendo significância. O Brasil não produz exatamente “carroças” mas a produção não e’ de vanguarda e nem de altíssima qualidade.

Falei também de protestos e movimentos de rua. Tivemos sim, mas ainda não alteraram o quadro político. Ao final do ano, a movimentação de rua pro – Dilma estava talvez numericamente maior do que anti-Dilma. O povo esta cansado e resignado.

O ano passado, literalmente “achei estranho” que ninguém das grandes empreiteira havia sido preso. De repente no meio do ano, a PF prendeu Marcelo Odebrecht e outros executivos das maiores empresas de construção do Brasil. Então estava equivocado ou certo? Mais de seis meses presos sem acusação formal e negação de habeas corpus continua me parecendo estranho. Creio também que haverá algum tipo de leniência para os grandes empresários e Dilma já esta falando de um novo PAC de construção civil.

Transcrevo aqui as promessas que Dilma fez para o primeiro semestre de 2015.

  • transformar em crime e punir com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstrem a origem dos seus ganhos; 2) modificar a legislação eleitoral para transformar em crime a prática de caixa 2; 3) criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco dos bens adquiridos de forma ilícita ou sem comprovação; 4) alterar a legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo o desvio de recursos públicos; e 5) criar uma nova estrutura no Poder Judiciário que dê maior agilidade e eficiência às investigações e processos movidos contra aqueles que possuem foro privilegiado. (Fonte: discurso de posse)

Como eu previ, nada disso aconteceu e nada esta na pauta do Congresso.

Finalmente, comentei a tentativa da Dilma em se afastar do Lula na nomeação dos ministros. O principal exemplo foi o Joaquin Levy que durou um ano. O substituto, Barbosa, embora não afiliado ao PT e’ muito mais próximo ao Lula e ao ex-ministro Mantega. Enfim, Dilma começou fraca e continua fraca e sem opções. Mas o pais também se ressente de alternativas e, a não ser que apareça uma prova contundente de corrupção da Presidenta, ela continuara ate o final.

Resumindo, acertei algumas e errei outras coisa. A avaliação pelo menos faz a gente refletir um pouco, para ver se apura as observações.

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