Christmas

Epoca de Natal e festas. Fim de um periodo e novos comecos. Podemos renovar a esperanca e nossa energia.
Espero que conseguimos. E sempre tem o exemplo de Cristo!

allabroadconsulting

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 Photo: Estado de Minas, Dec. 12, 2017

Make a resolution to enjoy the holidays.  A lot of people complain about the consumerism, the false sense of obligation, the forced camaraderie and the need to be “whatever”.   And, you know, they are right.  Nevertheless, individually, we can be sincere, develop meaning, create understanding, express solidarity and just be friendly, kind and sympathetic without being maudlin or without being pretentious.

Celebrate with family, with loved ones, with friends and if you have none of these, then celebrate with others by giving of yourself and not worrying about perceptions and consequences.

Those of us who are in the United States, we have to recognize the materiality and wealth existent here.  No doubt, we have certain advantages because of the wealth, but being cognizant of this fact, there is no need for pride and pomp.  Those of us in Mexico and Brazil and other…

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O Bonito do Bolsonaro!

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Meu último blog foi um pouco pessimista.  Veja aqui: https://allabroadconsulting.wordpress.com/2019/11/09/does-brazil-die-and-kill-the-world/

Só as palavras morrer e matar em inglês já dão o tom.  Recebi de leitores de direita, algumas críticas, afirmando que sou de esquerda e que sou anti-Bolsonaro.  Meus amigos de esquerda por sua vez, me cobraram a não intervenção de estrangeiros na Amazônia, da mesma forma que os críticos do outro lado.  Então como procuro ser “objetivo, neutro e equilibrado”, queria alavancar coisas positivas e, quem sabe, equilibradas do governo de Bolsonaro.

Em primeiro lugar, não conheço pessoalmente o Presidente e assim não tenho animus pessoal.  Assim procuro separar a personalidade dos fatos.  Penso que podemos separar o Presidente do estilo de campanha e de exaltação, diferente do Presidente dos atos publicados no Diário Oficial.  A ideia aqui é de que as instituições, ou seja, as regras do jogo, as leis, as normas e um respeito as tradições, ainda em construção, devam e possam frear coisas mais questionáveis.

Então, apesar das intervenções aludindo o AI-5, as ameaças a mídia e os comentários desvairados de certos ministros, as regras do jogo ainda se impõem.  O Congresso continua funcionando, as eleições municipais de 2020 serão normais, há liberdade para criticar o judiciário e a imprensa continua sem censura previa.  Para pessoas como eu que viveram na pele o período de 1964 a 1985, a atualidade representa ainda uma democracia em construção e não o controle militar e nem o fascismo.  A Constituição de 1988 ainda vigora com todos seus méritos e defeitos.

Então nitidamente, positivo, apesar das ameaças, o Brasil ainda é um país que se coloca na coluna das democracias.  Se o Presidente Bolsonaro não atingir suas metas prometidas (acabar com a corrupção e reduzir a violência) ou se a percepção e os desejos do eleitorado mudarem ate as eleições, ele não será reeleito.  Existe oposição. Existe também um sistema caótico e bagunçado de partidos múltiplos e, portanto, oportunidades para conquistar o poder através do voto direto.

A economia crescendo a 1% ao ano certamente não deve ser motivo de orgulho.  Enfim a população cresce a 1.7% ao ano o que significa que o povo está empobrecendo.  Mas, crescimento positivo também tem que ser visto como muito melhor do que recessão.  A previsão para a expansão econômica em 2020, segundo consenso de economistas e agentes financeiros sondados pelo Banco Central (Boletim Focus) é de 2%, o que é ainda pouco, mas na direção certa.

Teoricamente, a economia é cíclica e no caso do Brasil a expectativa seria de recuperação já que a economia não tem demonstrado pujança há mais de 5 anos.  Muitos culparam a corrupção nas administrações de Temer e Dilma/Lula e esperam, com a eleição do Presidente Bolsonaro, promessas de correção de rumos.  E de fato, a nomeação do Juiz Sergio Moro para ser o Ministro da Justiça ainda é visto pelo eleitorado como avanço.  Entretanto, a economia depende da confiança dos investidores e aqui há um paradoxo interessante.  O mercado de ações medida pelo índice da BOVESPA está batendo recordes atingindo cerca de 111,000 pontos.  Isso compara-se de forma muito favorável com o índice de menos de 50,000 pontos em 2015 quando a Presidente Dilma Rousseff ainda governava.  Entretanto, enquanto a bolsa mais do que dobrou, o crescimento do PIB decepcionou.

O trabalho do Ministro Paulo Guedes e sua equipe econômica aparentemente inspira mais confiança nos investidores (nacionais e estrangeiros) da bolsa do que nos participantes da economia “real”.  Guedes, por sua vez, reclama a necessidade de tempo para que as reformas do sistema de trabalho e do regime previdenciário surtam efeito.  Nota-se também que o governo Bolsonaro está ganhando o crédito das reformas que já foram tentadas no passado.  Por exemplo, a reforma da previdência proposta por Fernando Henrique Cardoso, que não passou por apenas 1 voto.  As reformas alcançadas no governo Bolsonaro embora contestadas passaram com maiorias razoáveis no Congresso Nacional que por sua vez deve indicar uma mudança real por parte da sociedade e do Congresso em termos de suas prioridades.  Há um reconhecimento crescente e positivo na necessidade fazer mudanças reais na administração publica que buscam um estado mais eficiente e produtivo, e, diga-se de passagem, menos corrupto.

As iniciativas de Salim Mattar, o Secretario Especial de Desestatização também vão exatamente na direção de reduzir o peso e o ônus de controle central de atividades produtivas.  No Brasil, são centenas de empresas estatais que sempre serviram os políticos locais para alocar parentes, amigos e cabos eleitorais.  O que parece no momento, e isso pode ser muito positivo, é que a sociedade começa aceitar o fato de que o custo dessas empresas seja maior do que o benefício.

O setor primário, a agro-indústria, vem há tempos sendo o motor da pouca expansão.  e também contribui para a entrada de reservas através das exportações.  A China é grande consumidor da soja, milho e açúcar brasileiro, mas há outros mercados também como Europa e América do Norte.  E o Brasil tem condições favoráveis de aproveitar-se da guerra comercial entre o Estados Unidos e a China.  Infelizmente, apesar das oportunidades, a política de promoção de exportações ainda está em definição.  De positivo aqui, me parece, há a tomada de consciência dos grandes produtores que, embora lenta, consequencia de clientes na Europa e outros locais, que estão preocupados com o meio ambiente, o aquecimento global e agricultura sustentável.  Até o Blairo Maggi, ex-ministro e o “rei” da soja já reconheceu a necessidade de ter uma atuação pelo menos um pouco mais “ecológica”.

O Ministro Tarcísio Freitas da Infraestrutura vem atuando com discrição, mesmo sendo reconhecido como um dos funcionários mais competentes.  A iniciativa mais propagada é a rodovia BR-163 Cuiabá – Santarém.  Essa estrada existe desde a década de 70 e sempre com promessas de melhoria, mas foi só no Governo Bolsonaro que foi totalmente pavimentada.  A ligação de Mato Grosso ate o Rio Amazonas representou maior eficiência no escoamento da produção de soja e outros produtos agrícolas do cerrado.  Além disto, a rodovia também facilitou o acesso a regiões da Amazônia legal que devem ser tratadas com cuidado e fiscalização, o que nunca existiu ate então.

A pasta infraestrutura enfoca a privatização parcial da Infraero e os aeroportos administrados pela autarquia da Infraero. Para quem viaja pelo Brasil por via aérea, é fácil notar as melhorias nos aeroportos privatizados comparadas com as ainda sob o controle estatal.  A infraestrutura também abrange o sistema portuário onde privatizações e melhorias estão em curso.

Nas cidades, há indícios de uma pequena retomada na construção civil, possivelmente como reflexo dos juros com a taxa SELIC a 5%, embora o spread ainda seja considerável.

Enfim, após quase um ano da nova administração, no lado positivo, vislumbra-se na economia uma pequena diminuição do desemprego, um pequeníssimo crescimento econômico com alguma promessa de melhoria, e alguma coisinha mínima de possibilidade de desestatização e diminuição de burocracia.  Na parte social, há estatísticas mostrando uma baixa na taxa de homicídios.  Na parte institucional, apesar de ameaças veladas tipo volta de AI-5, o Congresso, o Supremo e a burocracia continuam funcionando embora haja os embates de uma democracia, senão consolidada pelo menos como ideia, na falta de outras opções.  Na parte política, o Presidente ainda tem uma base fiel embora a fidelidade dependa da expansão do sucesso e do poder de convencimento do Presidente.  Embora eleito com quase 58 milhões de votos, os novos desafios eleitorais já vêm aproximando o que também é bom.