Institute of the Americas: XXVI La Jolla Energy Conference

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Since the early nineties, the Institute of the Americas at the University of California, San Diego campus has promoted an energy dialog bringing together top level executives, academics, consultants, hands on practitioners and journalists.  The exchange of information is always enlightening and the President and the staff of the Institute, especially Jeremy Martin, deserve kudos for promoting and organizing this important two-day meeting.

Here is the link to the event with the list of topics and of the distinguished speakers and panelists: https://www.iamericas.org/lajolla/

This year’s meeting could hardly have taken place at a better time.  The political economic crisis in Venezuela is ongoing, Brazil is in the midst of its second impeachment or presidential change in less than a year, Argentina’s new administration is seeking a more open and market oriented path for the use of its extensive oil/gas resources and suddenly, the small and often neglected Guyana is facing a surfeit of riches with the recent discovery of major offshore reserves.

The picture at the beginning of this text is of the panel: Brazil’s Energy Reset. On the left is Paulo Sotero, a journalist by trade and the Director of the Brazil Institute at the Woodrow Wilson International Center in Washington, D.C.  Seated with him are Rafael Ferreira of the state sponsored Energy Research Office and Andre Regra of Brazil’s regulatory ANP (Agencia Nacional do Petroleo).  Jay Thorseth, a Latin American Director for British Petroleum is between Andre and Rafael.

The perspectives from Brazil panel were quite representative of the other discussion at the Conference.  While each country has its particularities, representatives of the public sector, the private sector and academia or journalists showed unique perspectives.  Both Andre and Ricardo, for example, emphasized the reset of Brazil’s energy sector and hued pretty much to the government narrative.  Implicit in their presentations was the shift from a nationalistic PT (Brazilian Labor Party) perspective to greater market openness.  Both noted Brazil’s resumption of oil field auctions and the reduction of local content requirement that had previously put off many international investors and oil companies.  Jay Thorseth of BP, while polite and diplomatic, presented the private sector’s perspective, emphasizing the need for market realism.  Thorseth said governments need to favor foreign companies to be competitive and to access to capital, technology, knowledge and skills.  Auction and participation terms need to take into account Brazil’s need to be an attractive destination world-wide in terms of cost, profit and royalty payments.  If there are better deals elsewhere, then it is likely that the big oil companies or the so-called majors will favor these over a restricted Brazilian market.

Paulo Sotero started by remembering his previous writing on the major crisis and downfall of Brazil’s economic and political system.  This reminder, while obvious, became something of the elephant in the room.  Presenters with government ties were loath to recognize that their initiatives toward opening the energy sector depend not only on technocratic criteria but also on politics.  Thus, when Brazil’s President Temer departs, his replacement will reorder the chairs in the oil sector and in public companies like Petrobras and others in energy production and distribution.  Likewise in Mexico, President Pena Neto is in the last year of his term and essentially a lame duck.  If AMLO (Andres Manuel Lopez Obrador), a popular figure on Mexico’s left, is elected, Mexico’s energy reset will also certainly have a different orientation.   Representatives from Mexico’s public companies emphasized change in legislation in the hope of ongoing modernization and expansion of both oil and gas exploration and distribution in partnership with the private sector.  Optimistically speaking, resource nationalism is seemingly buried, but in Latin America it often rises phoenix like.  Private sector players must always be worried about institutional weakness as regulations and norms or the lack thereof thwart intentions.  Governments and businesses want to mobilize Latin America’s ample energy resources but this depends on the modernization, increased transparency, and durability of the rules of the game.  And these rules, in spite of promised advances, are still being negotiated.

The Conference provided a lot of detail on resources, processes, government action and private company plans.  The major discovery of oil in Guyana certainly will impact markets and already directly affects Venezuela and Brazil.

Finally, the presenters noted that even for traditional oil and gas players, alternative energy is now mainstream and has great significance and unlimited potential for development.  Nevertheless, petroleum and its derivatives will be the major source of energy for their economies for at least another generation.

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Teotihuacan, Mexico e Brasil

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Acabo de chegar do México e como mostra a foto tive a oportunidade de escalar as Pirâmides do Sol e da Lua. São monumentos que testemunham a civilização pré-colombiana e ao mesmo tempo lembram do ocaso e declínio. No topo, onde piso na foto foi local de sacrifícios. Os sacerdotes arrancavam o coração e outra partes do corpo de guerreiros conquistados na tentativa de agradar os deuses.

Pisando no México, não podemos deixar de fazer comparações com o Brasil e o momento brasileiro me parece que tem uma mistura de antropofagia e sacrifício. Ha agora uma espécie de corrida para entregar e sacrificar. As delações tomaram um ritmo próprio e não ha um freio ate que chegue a um fim que ainda falta definir.

Não acreditava no impeachment da Dilma, mas a partir de hoje já temos sua renuncia branca em favor do Lula. Lula, por sua vez, assume um ministério, segundo a oposição para safar da justiça, ou de acordo com sua própria justificativa para defender as conquista sociais que sustentaram sua popularidade durante dois mandatos. Como em tudo uma mistura de justificativas “lógicas”.

Talvez não convém entender o momento no Brasil. Os fatos, as surpresas, e as interpretações estão chegando com uma rapidez que vamos precisar de muito tempo para desenroscar. Só nas últimas 3 semanas, passamos por 3 Ministros de Justiça e parece me que o Nelson Barbosa não vai emplacar nem um semestre como Ministro de Fazenda.

Se Dilma sair ou se Lula for preso, temos que esperar para ver. Sou totalmente contra uma ruptura institucional ou qualquer solução casuística. E’ muitas vezes preferível para as instituições e a nação que cheguemos as eleições de 2018. Entretanto, se houver uma mudança antes, a mudança tem que respeitar o processo legal baseado na Constituição sem as soluções nefastas que os militares e civis golpistas impuseram em 1964. Não enxergo,como o PT, uma nefasta e vasta conspiração de golpista “pero que hay brujas las hay”.  Todo cuidado e’ pouco.

Economicamente e talvez socialmente, o México no momento esta’ conseguindo superar seu passado um pouco melhor do que o Brasil. O Presidente Enrique Pena Nieto não e’ popular mas tem bem mais respaldo do que a Dilma. A economia, embora dependente da economia americana, avança ao poucos mas o México já supera o Brasil em quase todos os indicadores econômicos e sociais.   É’ curioso o vai e vem das duas maiores economias da America Latina. Todavia, `a Pena Neto falta legitimidade e forca da sociedade civil para enfrentar os narcos e crime organizado. Embora a recaptura de El Chapo ajudou um pouco, os cartéis dominam áreas significativas e seus tentáculos afetam muitos locais no interior e ate’ na Cidade do México. Grave também, Pena Nieto não consegue ou não quer desvendar o caso da chacina dos estudantes. Falando em chacina, fiz questão de passar em Tlalteloco para lembrar o massacre de 68 quando na véspera das Olimpíadas o governo Mexicano massacrou dezenas de estudantes e civis e depois tentou, sem êxito, encobrir o evento.

Graças a Deus, o Brasil normalmente não tem tantos assassinatos num só dia igual aos perpetuados pelos soldados mexicanos em 68 mas vejo que o Beltrame esta reforçando o policiamento no Rio diante o aumento de crime na rua. O resultado será a continuidade de fins de semana com invasões nas favelas e o recolhimento de cadáveres e vitimas. Brasil, Rio e São Paulo são geralmente mais violentos do que a Cidade do México embora quando as gangues mexicanas organizadas querem matar não tem receio de usar requintes de tortura e matar em grandes números. Todavia isso não acontece no Brasil. O que dizer: um empate. Esperamos que antes ou durante as Olimpíadas não ocorre nenhum desastre, principalmente provocado pela forcas do Estado. E’ a primeira vez que as Olimpíadas são realizadas na America Latina depois de 1968.   Será que o México estava melhor preparado ha 48 anos atrás? Ou o mundo mudou?

Fora um relativo equilíbrio na violência, México esta com um quadro institucional um pouco mais estável. Ha escândalos mas são menos “calientes” comparado com o Brasil. Talvez porque a justiça brasileira conseguiu gradativamente em algumas áreas um quadro de profissionais respaldados pela lei e pelo respeito aos procedimentos legais. A imprensa também embora dominados pelos grandes monopólios da mídia brasileira e’ ainda mais independente e menos intimidado do que a Mexicana. Matam mais jornalistas no México todo ano do que em 10 anos no Brasil.

America Latina, Brasil e México regiões de tantas aspirações e tanta possibilidade continuam aquém da expectativa. Adianta culpar as elites? Resolve algo culpando o capital e os banqueiros. Deve-se acusar a classe media? E’ a falta de educação e cultura ou herança do passado? São os problemas geopolíticos e o imperialismo? Muito pano para manga e muitas discussões a resolver.  Mas onde esta o quadro para ações coerentes e legitimas.

Vamos conseguir entender o mistério da realidade e do misticismo, do Sebastianismo, do Lulismo? Só os grandes autores tipo Gabo conseguem desvendar? Não sei se e’ possível. O Brasil de hoje demonstra como “gênios políticos” como Lula e muitos assessores inteligentes estão acabando de se enroscar. O triste final que pinta no horizonte, talvez seja uma bela alvorada mas falta tempo e paciência para aqueles que esperam.