Brasil na Alemanha

Passei o mes de agosto na Alemanha viajando de leste para oeste e de norte para o sul. Ha brasileiros em toda parte mas a grande maioria vive aqui meio acanhado. Nao se ve nas os turistas passeando com as camisas de seus clubes e muito menos gente com a camisa da selecao. Os brasileiros vivem discretos aqui. Obviamente Alemanha, independente da Angela Merkel, tem uma vocacao para a democracia, o meio ambiente, e um capitalismo que inclui nao so as multinacionais tradicionais mas tambem as pequenas e medias empresas que ainda tem espaco aqui. O discurso do governo brasileiro, o desleixo com o meio ambiente (nao so Amazonas), e a notoria e infame trato da pandemia, fazem com que as pessoas do Brasil ja nao se projetam ou procuram destacar como antigamente.

Muitos dos brasileiros aqui ja tem ou estao buscando a nacionalidade alema. Como Alemanha e outro paises europeus valorizam lacos de familia e de sangue, existe a possibilidade de conseguir a cidadania com base nas origens de familia. Ha, por exemplo, o caso do rapaz de Sao Paulo, que vive em Nuremburgo, estuda canto com uma ajuda do governo alemao e trabalha de dia como barista num cafe. Tambem o caso da mulher na faixa de 30 anos que esta aqui ha mais de 10 anos e agora vai casar com um alemao e assim obter definitivamente sua permanencia. Em Munique, ha varios trabalhando como servidores de comida e “busboy” no parque Jardim ingles em o que parece situacao mais precaria. Enfim, o mar no Brasil nao esta pro peixe e os que conseguem rumar para Europa ou outro lugar mais estavel e desenvolvido querem ficar e se sentem felizes.

Os que estao aqui confessem sentir saudades e gostariam de voltar e certamente voltariam se o Brasil tinha um pouco mais de definicao, estabilidade, e perspectiva. Mas como o “astral” nao esta legal acabam optando pela vida com mais oportunidades.

Com certeza, da uma certa tristeza ver pessoas de valor, que querem aprender, que querem trabalhar, que querem produzir mas forcados a fazer o calculo de ganhos e perdas acabam optando pela Alemanha. E com isso, o Brasil perde.

Entrevista com Paulo Zottolo, Coordenador de Personalidades em Foco

Paulo Zottolo é empresario e palestrante, ex-Presidente da Philips, Ex-CEO da NIVEA USA e NIVEA Brasil. Atualmente é Presidente da empresa ZM de consultoria.

Na entrevista, tratamos do histórico de Personalidades, a ideia de um projeto para o Brasil, a existencia de um partido militar, a terceira via e as possibilidades da construção de um Brasil melhor. O ponto de vista do Paulo é pessoal mas representa sua experiencia empresarial e de articulador entre civis e militares.

https://www.personalidades.org/

Visões Liberais Antagonicas e o Problema Continua

Foto de Murilo Aragao de Arko Advice em CNN

A Revista inglesa, The Economist, tem uma tradição secular na promoção do capitalismo liberal baseados nos princípios do livre mercado e o fluxo desimpedido dos fatores de produção.  A revista apoia o comércio internacional e as trocas entre países dentro dos pressupostos na competividade, especialização e competência.  Também, como correlação, apoia a democracia com eleições abertas, livre imprensa e transições de poder pacíficas e institucionalizadas. 

A revista tem ampla influência internacional e sempre prestou uma atenção especial no Brasil, considerando-o líder da América Latina.  Nos últimos anos, numerosas reportagens especiais e capas foram dedicadas ao país.  Embora goze de prestígio, a revista tem um pouco de fama de pé frio, algo assim como o Mick Jagger.  Em 2009, a capa da revista com o Cristo Redentor, no Rio, decolando como foguete, refletia o otimismo do Pre-Sal, a Copa Mundial e as Olimpíadas.  Quatro anos depois, em 2013, assistimos o mesmo foguete descendo sem controle. A ex-presidente Dilma Rousseff e o atual Jair Bolsonaro, também mereceram capas e análises.  Há duas semanas, antevendo um pouco a marca trágica de 500 mil vidas ceifadas pelo Covid19, o Brasil aparece novamente agora como paciente entubado e a beira do colapso.

Enfim, as reportagens refletem o ambiente e reproduzem, nem sempre de forma original, o que se passa na grande mídia.  Mas é claro que o Brasil não respondeu de forma competente à pandemia e Presidente Bolsonaro tem que ser responsabilizado pela maneira leviana com que tratou a pandemia.

Internacionalmente e dentro do país há um negativismo e pessimismo relevantes.  Mas isso não é novidade.  Internamente o Brasil oscila ao longo da história entre o excesso de otimismo carnavalesco ou a ressaca pós-carnaval.  A consequência é a depressão que bate forte diante da falta de alternativas para sair da crise imediata ou, talvez, dos problemas perenes.

Com a divisão, o Presidente conta com o apoio de um núcleo duro de mais ou menos 25% da população.  No outro lado, a esquerda, representada principalmente por Lula e o PT tem outros 25%.  Entre os dois lados, a turma do Bolsonaro, embora mais raivosa, parece mais otimista e animada com o “mito”.  Com certeza, Lula da “paz e amor” de 2002, ainda não decolou em 2021-22.

Na mesma época da reportagem da Economist, o empresário e analista político Murilo de Aragão foi entrevistado na Brazilian-American Chamber of Commerce de New York.  Murilo de Aragão é fundador da Arko Consultoria e ele junto com seus filhos e Cristiano Noronha atendem um amplo leque de investidores estrangeiros e nacionais.  A empresa pesquisa sempre as tendências no Congresso e tem certa intimidade nos Ministérios e acompanha os programas de investimento e os incentivos ou empecilhos que afetam o mercado entre os dois países.  A Arko atende às elites empresariais nacional e internacional e certamente não contesta os fundamentos do capitalismo brasileiro.  Nesse aspecto, a empresa de Aragão e The Economist são semelhantes, mas guardam distinções.  Murilo de Aragão contestou parcialmente a reportagem citando, por exemplo, que na sua percepção (e que talvez reflita o “andar de cima”) o governo Bolsonaro não é reconhecido pelos seguintes sinais positivos, abaixo alinhados:

As reformas: 1) trabalhista; 2) da previdência; 3) marco de saneamento básico; 4) autonomia do BC; 5) setor público.  Além das reformas, Aragão lembra do incremento na arrecadação de impostos, o combate à corrupção, o crescimento econômico para além das expectativas, a boa administração das exportações agrícolas, e mais de 250 bilhões arrecadas com as concessões na área de infraestrutura, principalmente rodovias, ferrovias e aeroportos.  Salienta ainda   avanços no setor óleo e gás e um superávit primário.  Aragão alega que a ideia de uma década perdida, muito usada pela oposição, está equivocada e que o Brasil de Bolsonaro recupera e representa a alternativa ao capitalismo de “compadrio” do Lula.  Ele admite, entretanto, que o governo Bolsonaro errou com relação ao combate à Covid e está pagando um preço alto.

Outros pontos a favor de Bolsonaro que agradam os clientes da Arko são: 1) manutenção e crescimento das reservas internacionais; 2) o crescimento da bolsa de valores apesar da Pandemia; 3) o dinamismo da agroindústria e o crescimento da safra que faz do Brasil um grande exportador de grãos, principalmente soja para China, além de celulose; 4) o Brasil continua como grande fornecedor de minérios e está aproveitando do novo boom de commodities.

Enquanto, The Economist conclui que a prioridade é ”vote him out” (traduzido maliciosamente pelo governo como “eliminar”), Murilo Aragão enfatiza a resiliência de Bolsonaro, a relevância de sua equipe militar, seu apelo popular através do conservadorismo social, o apoio dos evangélicos, e ainda a manutenção de Paulo Guedes apesar de suas derrotas ainda representa a promessa de favorecimento direto do mercado.

A campanha eleitoral já começou e embora uma parcela significativa da população sonhe com uma terceira via, ou seja, a alternativa de centro, não existe um nome de peso que consiga mobilizar o eleitorado.  Lula poderá voltar nos braços do povo, como Getúlio em 1950, mas a idade avançada e as divisões sectárias interferem.  A esquerda de forma geral acaba sendo enganada por seu próprio discurso e sua distância real do povo que vota.  Bolsonaro tem o controle da máquina publica, tem o talão de cheques e a capacidade de dar as migalhas necessárias aos políticos no Congresso.  Claro que enfrenta oposição, mas com um regime federativo de 27 estados e 5567 municípios com interesses muito específicos, quem detém o poder ainda tem grande vantagem.

Bolsonaro é uma genocida, não tem fluência verbal sendo constantemente grosseiro.  Ele e sua família não valorizam liberdades individuais e desprezam todo tipo de minoria.  Ainda assim corre o risco de ser reeleito e não só eleito, mas ainda com a possiblidade fazer uma dinastia familiar com seus filhos.  O quadro não atrai, mas infelizmente não é fora da realidade.  O Brasil corre o risco de repetir o declínio secular da Argentina e acaba sendo talvez um país de futebol menor com um extrativismo que ao longos dos anos acabará com as riquezas finitas do país.  Mas pelo menos será um país “abençoado” e cheio de moralidade de acordo com os apoiadores do Presidente e dos que não acreditam no liberalismo da The Economist. 

O grande problema, entretanto, não reside nem no modelo liberal e nem na pessoa do Bolsonaro.  Se o Capitão de repente ficasse educado e tolerante ainda não resolveria a situação.  Da mesma forma, se as instituições e o mercado começassem a se comportar de acordo com as receitas liberais, ainda não seria a solução para a crise brasileira.  Só com o tempo, (digamos 100 anos) e uma expansão de educação básica e uma eventual melhoria quase utópica da elite predatória reconhecendo o resto da sociedade, os concidadãos, sem desprezo, aí o país talvez encontre um caminho.  Mas por enquanto vai aos trancos e barrancos, sem avanços reais nem na economia e nem na sociedade como um todo, e menos ainda na política.

Entubado ou não, liberal ou não, continua patinando na maionese.

Can Brazil Survive Brazilians?

O Brasil é um país reacionário, conservador, extremamente retrógrado. Então, ele sofre muito quando tem um período longo de democracia. Claudio Lembo, ex-Governador de São Paulo, https://blogdogersonnogueira.com/2016/12/17/claudio-lembro-brasil-e-reacionario-conservador-extremamente-retrogrado/

The respected British magazine The Economist is promoting on June 10 an event entitled “Can Brazil Survive Jair Bolsonaro?”.  It is an interesting question and there seems to be a fairly strong consensus regarding the Brazilian President being noxious and placed in the same category say as Dutarte of the Philippines, Erdogan in Turkey or Orban in Hungary.  Bolsonaro is fairly easy to classify as a right-wing populist in politics, a genocide in the field of health, an ignoramus in economics, a craven Trumpist in international diplomacy, a machão in gender relations, uncouth in manners and lazy and disrespectful of anyone who does not please including even his followers.  Still with all these attributes, he was elected two years ago by large majority of Brazilians who gave him nearly 58 million votes. 

The question then arises:  Is the problem in the person of Jair Bolsonaro or is the issue something deeper?  Before 2018, Jair Bolsonaro was a little respected back bencher in the Brazilian Congress elected from Rio de Janeiro by retired military, mainly the former enlisted and lower ranking officers.  He also had support based on guns against crime, a rhetoric of opposing homosexuality, abortion and other hot issues that many on the right support without too much thought.  While these points resonate, they typically are not enough to decide a presidential election.

Bolsonaro’s knack was his brazen attack on the past PT administrations of Dilma Rousseff and Luis Inacio Lula da Silva. President Dilma’s total political and economic ineptitude led to her 2016 impeachment and both she and Lula were implicated, and Lula condemned, in the Car Wash investigation which brought down part of Brazil’s dominant economic elite and some major politicians as well.

The confluence of economic stagnation, corruption and perceived lack of moral authority and legitimacy opened the path for Bolsonaro.  He conveyed to the economic and financial elites that with he would hand over economic policy to the Chicago trained economist Paulo Guedes and that the state would shrink as entrepreneurs freed themselves from the corrupting influence of traditional politics and the exchange of favors and goods in Congress.

Fear and Loathing

Lula’s years of bounty (2002-2010) promised much.  Brazilians thought they had respect as the cover of The Economist showed Christ the Redeemer taking off as a rocket.  Brazil held the  2014 World Cup (soccer) and became the first South American country to host the Olympics in 2016.  However, the commodity boom that drove Lula’s success faded, the Germans gave the Brazilians an unforgettable 7 x 1 licking in Belo Horizonte, and the Olympics were marred by brackish swimming pools and faulty infra-structure.  The expression that pride comes before the fall is perhaps apt.  Brazilians found that their pride was misplaced.  The labor party administration first world Brazil project turned out be a nightmare as violence, drug trafficking, recession, poverty, increasing inequality, and lack of opportunity in the wake of failed promises took hold.

While Lula had once promoted love, peace and inclusion, Bolsonaro thrived on fear and separation.  The young man that almost killed Bolsonaro with a knife shortly before the election reinforced and ultimately contributed not only to his electoral victory but more importantly to the legitimization and support of his fear driven, exclusionary, hateful and divisive discourse.

In periods of downturn, in times of crisis, in turmoil most everyone seeks a solution that can easily be understood and transmitted.  Brazilians in their fear, in their ignorance and in light of the obvious misdeeds and blatant thievery and incompetence of Lula and friends opened the door to the easy acceptance of Bolsonaro’s reverse PT populism.

The pandemic has contributed to further darkening the outlook and Brazil will soon hit over 500 thousand deaths.  Bolsonaro, in his ineptness and prepotency, is largely responsible for this and the excruciating slow pace of vaccinations.  Still, he is able to promote initially with the help of Trump, but more recently with the support of deniers, the unproven and unscientific policies to deal with the pandemic. He himself had Covid but only a moderate case which tended to “prove” his point about quackery disguised as science based medical advice.  He has not escaped culpability but he has aptly shifted and escaped responsibility by blaming governors and mayors for promoting economic lockdowns, mismanaging and stealing funds and restricting commerce and individual freedoms. 

Like all people, Brazilians have their flaws.  Many are functionally illiterate, city dwellers live in fear of violence and thus shut themselves in and come to rely on rumor and facile narratives in order to make sense of their lives.  Bolsonaro plays on this using a false Christianity and fabricated morality as the obvious solution to the problems people face day to day. 

Brazil will certainly survive Bolsonaro, but the question remains if it can survive itself and stop seeking the easy way out.  Unfortunately, the creation of and acceptance of developing Brazil’s potential through education, organization and participation takes time and energy, while the daily task of survival for most leaves no strength and only promotes resignation.  Eventually improvements will happen but Brazil has a long way even if there is always a bit of hope as society slowly becomes more self-aware and willing to push toward the more difficult but lasting solutions.

The President would like to believe this narrative that he is blessed from above and can’t be defeated.

Domesticando as Feras

Meu filho tem uma propriedade rural e aí residem e encontram vários animais, alguns são feras.  Enquanto há espaço, comida e supervisão, reina uma boa tranquilidade.   Coexistem pacificamente cavalos, cachorros, gatos, galinhas, patos, veados, vacas, bois, perus e até lhamas.  Os problemas começam quando a estrutura desmonta e quando o dono e os encarregados estão longes ou desinteressados ou mesmo sem jeito para o negócio.

Assim está o Brasil.  Há na propriedade muito riqueza, muito espaço mas as coisas andam bagunçadas.  Falta atenção e carinho.  Os moradores estão enfermos, a comida está começando a faltar, e a vaca está indo para o brejo.  Há uma consternação e frustração que ameaça transbordar.

Ainda tem duas feras que estão rosnando e ameaçando e tirando o restinho de paz que ainda porventura pode existir.  O tempo está fechando e os moradores buscando algum tipo de saída já que desconfiam daqueles que lideram.

Quem é que pode por ordem na casa?  O que pode controlar, separar e/ou apaziguar os antagonismos?  As feras, em disputa, estão usando todo tipo de artificio para conseguir convencer a população que só eles têm a solução.  Por um lado, apela se para o combate a corrupção, o bom comportamento moral, a religião e uma mistura de confusa autonomia individual e dependência com relação aos detentores de poder.  O outro lado pauta pela uma suposta paz, respeito e igualdade mas também uma suposta noção indenitária de cada um, bem como a lembrança dos bons tempos que alguns ainda tem.  Afinal havia muitas festas.  Neste lado também há a ideia de que tudo ficara bem com o velho administrador apesar da fama de roubos e incompetência. 

Cada fera imagina que pode, no seu gerenciamento, desenvolver produção e riqueza ou seja mais comida e mais oportunidade.  Pelo menos aí está a promessa e a teoria.

Cada um tem sua potência, seus fans e seguidores mas não o poder suficiente para impor seu projeto e sua visão.  Entre as feras, existe um grande curral cheio de seres que não apoiam nem um dos lados mas eventualmente vão ser constrangidos a engolir um ou outro.

Na falta de uma alternativa de meio-termo, a grande questão que precisa de resposta reside na resistência da estrutura ou seja, as instituições.  O atual líder jura que vai jogar “dentro das 4 linhas” mas ao mesmo tempo seu discurso e declarações vem solapando e deteriorando a situação.  Ha uma instabilidade grande, e quem reside na propriedade não sabe da administração de amanhã.  Ha mudanças constantes de feitores, principalmente aqueles mais diretamente envolvidos com a situação descontrolada da pandemia que atinge todos em todos os cantos.

O grande líder da oposição que já foi muito querido, hoje sofre arranhões e feridas profundas que são decorrentes da fama de roubalheira e aparelhamento.

Neste quadro de opostos, não é fácil prever quem vai ganhar a batalha mas o que as partes precisam é entender uma coisa.  A propriedade precisa continuar com uma estrutura e regras básicas.  Sem isso, o rompimento levara a desagregação e continuidade de perdas que serão cada vez mais difíceis de recuperar. 

O Brasil, em passado recente, sofreu a experiência de Animal Farm de Orwell, com consequências graves.  A questão que persiste é se as “4 linhas” da propriedade e as regras existentes podem conter a ganância das feras promovendo sua contenção e domesticação para o bem de todos.  Ao mesmo tempo, tem que questionar ate que ponto dura a resistência e resiliência de todos.

57 Years Later

At about 9 am, I got on my Bianchi and started pedaling to Belo Horizonte. From the house in Lagoa Santa to downtown Praca 7, the distance was just over 25 miles. After navigating the 4 blocks of dirt road, I reached the 2-lane asphalt road, turned right with the lake to my left. The morning was sunny with a few clouds on the horizon. Nothing threatening, although the month of March closed out the summer and there could still be thunderstorms. Passing the Igreja do Rosario, the road slopes gradually down to the lake level and the Lagoinha neighborhood and then rises to Vila Asas and the Lagoa Santa Air Force base. Riding up the hill, I saw the uniformed cadets and officers, a common occurrence. However, on this day, the airman had set up a roadblock and were stopping some vehicles but not all. I rode through and I think the MPs saw me as harmless enough on my bike. Cresting the hill, there is a 2.5 mile downhill into Vespasiano. It is nice cruise and on my bike I could easily hit 30mph on the descent. Once down, the hills roll and then flatten. Just past Vespasiano, there is a small highway patrol building and here brown uniformed soldiers of the military police had set another roadblock. Although they waved for me to stop, I nonchalantly rode through with a wave. I thought I was too intense in my training ride to be bothered by the military. Nothing eventful happened the rest of the way and when I arrived at my friend’s cycling shop near the train station on Rua da Bahia, I was surprised to learn that a coup was taking place and that President Goulart was fleeing the country in the face of the military insurrection. Thus began 21 years of military rule, first in the name of “preservation of democracy” from the supposed communist threat. General Humberto Castelo Branco would seize the presidency and formal democratic processes largely came to an end as the military government evolved into a dictatorship that was seen as necessary for maintaining order and stability. The press was censored, many were arrested, many were killed, many were tortured and grey days of the AI-5 led into the “anos de chumbo” or years of lead, heavy with suppression and suspicion. The successive military governments were punished over the years by the mismanagement and corruption due to their own lack of legitimacy even under a certain facade of technocratic authority.

Now, a lifetime later, Brazil still struggles. It has elections, it has a dynamic press, and a vibrant, if worn, civil society. President Jair Bolsonaro, in office for just over two years admires the dictatorship even though he has little understanding of its origins and consequences. As he harks back to authoritarian rule, he becomes weaker and weaker in his failings to address the country worse case pandemic and the paucity of economic growth. Although legitimately elected, Bolsonaro has only weakened the institutions and the economy. His promises of ending corruption, promoting morality and ending criminality have come to nothing. Brazil continues to regress. As the President flounders with his latest cabinet rearrangements, he seeks to place loyalists in key positions of support, but all of these erratic moves will at most buy time perhaps to next year’s election. As his support wanes, Bolsonaro’s moves only reveal his desperate striving to maintain power. However, he has no control over the virus and his self-proclaimed support of economic activity has only led to near record levels of unemployment, resurgent inflation, a breakdown of the health system and thousands and thousands of daily unnecessary deaths.

Given the 57 years since March 31, 1964, it is not clear that Brazilian society can escape secular decline. It is a tragedy and one can only hope that it might somehow be reversed in another lifetime. One can only resist and hope.

Bolsonaro no Auge

Presidente Bolsonaro Corre Sozinho Foto: Isac Nobrega/Presidencia da Republica

Sei que muitas pessoas vão discordar mas meu ponto de vista é que o Presidente Bolsonaro acaba de atingir o ponto alto de sua administração e as coisas vão piorar e ficar mais difícil daqui para a frente.  A semana passada a imprensa e os apoiadores do Presidente estavam contentes com a eleição no Congresso com Rodrigo Pacheco na presidência do Senado e Artur Lira no mesmo papel na Câmara dos Deputados.  Ambos são políticos vinculados ao Centrão e a interpretação geral que a nova liderança estaria de acordo com a promoção da agenda do Presidente.  Sim: por que não?

Basta perguntar, qual é a agenda?  E talvez aí que o porco torce o rabinho.  Em princípio os problemas principais a resolver são:

  1. A pandemia
  2. As reformas incluindo o PEC emergencial e também a administrativa e a tarifaria.
  3. As medidas de auxílio corona vírus
  4. Políticas para investimento e crescimento econômico
  5. Privatizações

Embora o Bolsonaro recuse a reconhecer a mortalidade e morbidade causada pela Covid, ele e o Ministro da Economia Guedes aparentemente concordam que o fim da pandemia representa um sine qua non para a recuperação econômica.  A postura negacionista do governo contribuiu para o alastramento de casos e mais recentemente a mesma postura atrasou a compra e produção de vacinas.  Atualmente, a esperança de uma luz no fim do túnel é a vacinação.  Como o Brasil tem 210 milhões, até o momento (fev. 2021) menos de 10 por cento da população já recebeu algum tipo das várias vacinas que estão lentamente chegando.  Parece claro que o número de novas infecções começa a diminuir mas não ha nenhuma garantia que casos como Manaus não repetem.  Os apoiadores do Presidente parecem confiar que a pandemia passará.  Entretanto entre hoje e o futuro melhor, ha muitos dias e vão surgir novos casos, novas mortes e outros danos.  Nem todos os convictos continuarão acreditando.  O apoio ao Presidente vai cair.

Desde o início de seu mandato, o Presidente vem prometendo melhorias e reformas.  O PEC Emergencial data de 2019 e desde sua redação vem sendo colocado como prioridade para o Presidente e para o Congresso.  Passou todo o ano de 2020 sem votação.  Agora no segundo mês de 2021, ressurge a urgência.  Só que os deputados e senadores, apesar da verborragia de seus líderes não tem interesse que o PEC Emergencial passa.  Ele tira dos políticos a base de seu poder ou seja: verbas e nomeações. 

A situação é semelhante com as reformas administrativas e tributária.  Os projetos existem mas não são votados porque representam a ameaça ao status quo dos políticos e a possibilidade de controlar o espaço burocrático e de poder.  A autonomia do Banco Central foi aprovada hoje e vai para a sanção do presidente mas o impacto imediato não existe.  A direção da política monetária sob o “controle” do Roberto Campos Neto só vai alterar em função da inflação e seu reflexo sobre a política de juros.  Em contra distinção já se fala na recriação do Ministério de Planejamento que talvez seria sob o controle do “fura-teto” Rogerio Marinho.  Da mesma forma ventila-se o reestabelecimento dos Ministérios da Previdência e até da Pesca.  Na negociação do executivo com o legislativo, os deputados e senadores tem mais poder do que o Presidente.

A pandemia, o desemprego, a falta de renda e a fome exigem a reimplantação de alguma forma de auxílio.  Nos EUA, vão sair cheques de mais mil dólares para praticamente todos.  No Brasil, fala-se de 200 reais mensais de renda para ficar no lugar dos 300 que era 600.  Só que o governo não tem recursos para pagar o auxílio sem furar o teto ou criar novos impostos. 

Os impostos altos e mal aplicados, os regulamentos e a insegurança matam os investimentos, perpetuando a pobreza, desde antes da pandemia. E o Covid19 simplesmente agravou a situação.  Bolsonaro foi eleito com uma agenda de acabar com a corrupção de esquerda, principalmente do PT, e ao mesmo ganhando apoio através da promoção de “valores” cristãos e na defesa da família prometendo segurança e moralidade.  Ninguém importa que o Presidente está no terceiro casamento e os filhos aproveitam bastante do poder do pai.  Estamos no Brasil e então nada mais natural.

Já que não tem folga orçamentária para investimentos públicos e as empresas privadas, com honrosas exceções, temem investir, ainda tem a opção de privatizar.  Nos dois primeiros anos do mandato, tinha o Salim Matar, empresário bem sucedido, como Secretário Executivo encarregado de promover a venda de estatais.  Ele não conseguiu, cansou e pediu o boné.  O fato é que Bolsonaro nunca foi liberal e nem privatizante.  Então a Eletrobrás continua pública e só a Petrobras constrangida pelas dívidas conseguiu vender para o setor privado alguns de seus ativos na área de distribuição.  Existe a perspectiva do marco de saneamento básico mas o investidor, embora curioso, não está demonstrando apetite justamente por motivo da insegurança.

Brasil para desenvolver precisa de três coisas fundamentais: instituições funcionais e previsíveis, educação e liderança.  Infelizmente o Presidente não tem noção de como fortalecer as instituições.  Ao contrário ele acaba enfraquecendo e regredindo como demonstra o caso da intervenção na Polícia Federal.  O projeto de Bolsonaro é simplesmente o poder para beneficiar o seu entorno de uma forma mais ou menos casuística.  Bolsonaro nunca estudou a não ser um pouco de educação física e desmerece os professores, o ensino básico e médio, como também as universidades que na sua visão são infiltradas por todo tipo de esquerdista e minorias identitárias. Com tudo isso, o Presidente está no seu auge.  Tem popularidade consistente de um núcleo solido.  Ele é o mito.  Mas a partir do terceiro ano de mandato, as pessoas começam a enjoar, sentir frustrações e buscar culpados.  Penso que isso é o caminho que podemos vislumbrar.  Brasil está nas mãos de um Centrão de interesses próprios e imediatos.  Bolsonaro não tem um projeto para o Brasil.  E o Brasil sem crescimento e sem perspectiva vai levar junto aquele que pretende ser o líder.  O grande problema, entretanto, vem da falta de um líder alternativo.  Lula já era.  Ciro lembra um pouco um Bolsonaro de esquerda.  Doria só tem base em São Paulo e os políticos e a população não confiem.  Ha vários outros como Huck mas faltam capacidade de agregar e convencer.  Com isso, o Bolsonaro, mesmo em declínio, descendo a ladeira provavelmente será reeleito por falta de concorrente.  Dilma em declínio foi reeleita mesmo com Aécio Neves prestigiado e ainda com a fachada de seriedade.  Bolsonaro vai caindo mas não tem quem por no lugar.  Auge, declínio e vitór

2021 Brazil: Unfortunately More of the Same

Vice President Hamilton Mourao

For years, I have posted a blog with New Year predictions and then I evaluate what I hit and missed.  My most recent posting here presented my rights and wrongs for 2020.  https://allabroadconsulting.wordpress.com/2020/12/31/2020-dificuldades-e-desafios-revendo-minhas-previsoes/

I have tried to predict things that can be measured objectively.  Thus, we have predictions about inflation, economic growth, election and/or political results and/or changes.  In evaluating last year’s blog, I noted Covid19 surprised and certainly changed the results.  Being familiar with Brazil’s public health system and its past success in combating crisis such as AIDS, Chikungunya, Zika, Malaria and Chagas disease, I would never have predicted that over 200 thousand would succumb to Covid19 in less than a year.  Likewise, I would have found 400 thousand deaths in the US totally beyond the pale.  So, we are in new territory as the pandemic continues and the national and world economies suffer and seek to adjust with unknown and unpredictable consequences for leadership.

As a business consultant, it is important to have an understanding of trends, tendencies and long-term patterns that only change quite slowly if at all.   Nevertheless, year to year changes occur and the related predictions should be testable.  Additionally, it is helpful to have a rationale or justification for expectations.

The Economy: Growth, the economy will not grow more than 1 percent.  This may sound pessimistic and is certainly differs from the predictions put out by the Paulo Guedes, the Economic Ministry or the Central Bank.  Their estimates are 3 or 4 times higher than mine but as we say in Brazil, they are “selling their fish”, engaging in cheerleading and boosterism.  The fact that Ford has closed down its activities in Brazil is one indicator in my favor and the promised tax, public service and privatization reforms have not materialized and the ministry does not have resources for investments.  These can only materialize if the spending ceiling is ruptured but the political cost (possible impeachment) is higher than Bolsonaro can afford.  With no growth and no investments, the increasing demand by the public, the states and the municipalities will lead to higher inflation.  Officially, inflation is on target at around 4.4% and lack of demand will help keep it low, but over the year agriculture, industry and commerce will drive prices higher as their costs rise.  Inflation this year will likely end above 6% as measured by the INPC.  Rising inflation will result in the breakage of the downward trend of Central Bank interest rates and these again will start moving up and the base rate (SELIC) will be between 4 and 5% or almost twice the rate that prevailed in 2020.  In like manner, the Real/dollar exchange will move above 5.5 level to possibly break 6 to 1 barrier.  Although Brazil may be a “bargain” FDI will fall below 50 billion in 2021.

Although Brazil will not grow, agriculture will expand with foreign (China) demand although the primary sector could actually grow more if Brazil somehow could improve upon its long history of environmental degradation.  There is a risk that export to Europe will decline if the fires and predatory activities in the Amazon continue unabated.  Overall industrial production will continue to decline.  Ford’s exit from Brazil is just one more downward indicator.  Nevertheless, certain industrial sectors will grow.  Plastics, paper, pulp, aluminum beverage cans, packaging and food processing are all expanding.  Export industries (steel companies such as Gerdau) that already have a presence in foreign markets will also expand as the US economy picks up and with a likely eventual removal of tariffs and barriers imposed by the Trump administration.  One important negative detail could be Bolsonaro’s stubborn reluctance to make up to Biden can also be an impediment.  Finally, internet commerce will continue to quickly expand and leaders in this sector will hurt small Brazilian businesses that do not have a significant online presence.  At the same time, some smart start-ups in this space will be extremely successful and could achieve the vaunted unicorn status.  Unfortunately, the billion-dollar valuation of unicorns fails to have much of a multiplier effect at least in the short term.  In summary in an economy generating 1.5 to 1.8 trillion dollars (remember that it used to be over 2 trillion) will always have success stories on the individual and local levels but the national impact is limited.

The Polity.  On the political front, the big question is whether Bolsonaro can survive the year.  With over 200 thousand Covid19 deaths, a totally discredited health minister, increasing unemployment currently at over 13% and heading north, (I predict it will reach 15 to 16% by the end of the year) the stage would appear to be set for Bolsonaro’s exit.  The problem is that Bolsonaro garnered almost 58 million votes and has a mandate until 2022. Moreover, he currently controls enough votes in Congress to avoid impeachment.  People forget that Brazil is basically a conservative country accepting of authoritarian and personalistic leadership.  In the absence of an attractive alternative, Bolsonaro has the support of traditional elites in ag, industry and commerce.  The military back him even as his administration has compromised the image of a professionalized Armed Forces.  Social conservatives approve his rhetoric in favor of traditional family values and as a result agree that LBGTs and feminists are out of line in their demands.  While police violence has increased under Bolsonaro, the overall crime rate has fallen with fewer homicides.  Moreover, the right wing in Brazil totally controls the idea of threat posed by “socialists” and “communists” pointing back to the corruption scandals that marked the presidencies of Lula, Dilma and the Worker Party administrations.  So, no Bolsonaro will finish his term and be the leading candidate for reelection.

Paulo Guedes, the Economic Minister, has been Bolsonaro’s guarantor with the financial markets.  He has promised over and over better times that will come with economic liberalization and administrative reform.  However, he has been shown to be weak in trying to get reform through Congress.  Privatization has failed.  Tax reform and government reform have not materialized.  Will Guedes leave or be removed?  So far, he seems to think he has a project to accomplish as and unless he becomes an albatross to Bolsonaro, he likely will remain with even having to suffer Bolsonaro’s whims.

Congress plays to the base and most Brazilians continue to think of themselves as Catholics, Christians, evangelicals, conservatives, people who have or want public jobs and want to retire with pensions.  The so called “povao” (masses) resist change and suspicious of too much freedom or being too “liberal” in the area of social norms.  Foreign Minister, Ernesto Araujo and Human Rights Secretary Damaris fit this conservative profile.  Araujo has insisted in a crusade against “globalism” which, in his opinion. is nothing more than a new disguise for socialist central planning.  Like Bolsonaro, he too has been an ardent Trump supporter and a gadfly against political correctness embodied in climate change.  He has contested climate change and brushed off foreign criticism of the Amazon and Pantanal burnings and land clearings.  Unlike Bolsonaro, he is not an elected official and it is likely that pressure from the new Biden administration allied with his diminished support within the ministry and by politicians will result in his removal before the end of the 2021.  Araujo’s exit will strengthen the more pragmatic Agriculture Minister, Teresa Cristina as she represents Brazil’s interests in the export of beef and soy which are threatened by conflicts promoted Araujo with the European Union and individual countries concerned about Brazil’s role in deforestation.  Damaris, in turn, has been very popular and will remain due to her support of traditional family values.  Boys wear blue and girls wear pink and you don’t teach about sex in school.

Last year, Covid19 drastically impacted predictions made in January.  Now, a year later, the crisis continues with over 200 thousand deaths in Brazil.  The health system in Amazonas has entered collapse and Brazil’s production and distribution of vaccines is in chaos as Bolsonaro is fighting the states that are attempting to produce and distribute.  The biggest conflict is with the State of Sao Paulo and its governor Joao Doria who Bolsonaro perceives as a major threat to his reelection.  The Bolsonaristas are betting that even if the number of deaths in Brazil double this year, Bolsonaro will still be in office and popular enough.  It appears clear though that General Pazuello, the Health Minister will have to be removed.  While Brazil has started some vaccinations, mass coverage will not start before March or April so the health system will continue to be overloaded and the number of fatalities will continue to increase. 

Brazil is receding on many fronts.  There is a major diaspora of academics, scientists, entrepreneurs and creators.  The country used to have a very positive image in Europe and North America.  All of this has been tarnished.  People won’t travel to Brazil due to the pandemic but also because the country’s president is uncouth and viewed with disdain as he promotes policies against the current.  This image problem, while not necessarily permanent, does impact investments and as mentioned above will dampen investments from abroad.

While illness, lack of prospects and pessimism haunt Brazil with the real prospect of more lost time, more inequality, more violence I still need to end this exercise on a more positive note.  Brazil will survive and some in Brazil will thrive.  There is still enough in creativity, optimism, will, drive and opportunity.  Although many want to migrate, most will stay.  With a bit of luck, the beauty, the beach, the trees, rivers and the people we love will remain and eventually find a new balance.  Since I first moved to Brazil in the early 1960’s, Brazil’s stock of wealth has increased and will continue to do so in spite of everything.  And perhaps Brazil can recover its mythical cordiality.  Hope may not be in vain.

11 Predictions for Brazil 2021

  1. Bolsonaro will not be impeached or leave office this year.
  2. COVID19 will continue to reap lives and livelihoods up until the end of the year and General Pazuello will leave the Health Ministry.
  3. The economy will not grow more than 1% this year.
  4. Unemployment will continue at 13 % and higher.
  5. Inflation will pick up and be higher than 5% and interest rates (SELIC) will rise above the current 2% mark doubling to 4%.
  6. Ernesto Araujo will be removed from the Foreign Ministry
  7. In spite of continued fires and loss of forest cover, Brazil will continue to export beef and soy to Europe and China and EU-Mercosur Agreement will not be approved this year.  This will be seen as one of the few bright spots in the economy.
  8. Brazil will attract less than 50 billion dollars in FDI.
  9. Police violence will continue to rise and the homicide rate will go up again after falling for the first two years of Bolsonaro’s administration.
  10. Brazil will not gain membership in the OECD in 2021 and Brazil will break through the spending ceiling even as their will be denials of this fact by Economic Minister Guedes.
  11. Brazil will continue to fall behind in education, technology and science as many of Brazil’s best minds will continue to seek and achieve positions abroad.