Life and Death in Rio: Marielle Franco

IMG_0887Source: author’s photo of Veja magazine cover

I arrived in Rio on Mar. 14, 2018 the same day that Marielle Franco was assassinated. Unless you reside in Rio, Marielle was not well known. Certainly she was not the national figure that she has become since her execution. Elected to the Rio City Council with 40 thousand plus votes, she was the 5th leading vote getter and seen as a woman of great political potential. She was different from traditional politicians. Ms. Franco was born in the slums, was mixed race, and open and comfortable in her homosexuality. She received her BA from Rio Catholic University had master’s degree and had published on race, gender and human rights. On the left of the political spectrum, she courageously spoke against political and economic inequality, crimes perpetuated against the poor and black and to a significant extent against police brutality in the slums. On the night of her execution, she was returning from a meeting of black women about discrimination, struggles and the means to empowerment. In sum, she was a rising voice seeking to be heard in the cacophony of Rio’s decadent and corrupt political environment.

Political assassinations have gradually become more common in Brazil but most are related to local disputes often among feuding and traditionally powerful dominant families. Marielle’s assassination reminds us more of the killings of Chico Mendes or Dorothy Stang in the more remote regions of Brazil with the almost total lack of institutionalized systems of law and order. While Rio is certainly a crime center and notoriously dangerous, almost all of the weekly double-digit death toll is that of young black men somehow caught up in territorial disputes over drugs, arms and the control of other criminal activities. The situation in Rio reached what many considered its limits in February of this year after an even greater crime surge during “Carnaval”. President Temer, looking to gain some political advantage, declared a military intervention and the Army assumed control of public security in Rio. Given the timing, Marielle’s shooting must be viewed as a serious challenge to the Army and, indeed, the President declared that the attack was aimed at Brazil’s democracy.

Brazil is formally a political democracy with regular elections and an active and fairly open press.  Brazilians regularly reject control although many long for an imagined but totally unreal security of the authoritarian rule by the Generals (1964-1985). On the other hand, all types of inequalities undermine Brazil’s formal political system and almost all institutions are tainted and function as might be expected in a poor underdeveloped country. The elite corporations depend upon extractive industries and a highly protected internal market that barely requires increased productivity or an informed and competent workforce.

As in the United States where mass killings fail to mobilize the electorate or create a critical mass for change, it is unfortunate that this most recent stain on Brazil will have much effect. True, there have been some important public manifestations and protests here and even abroad, but still Brazil is typically more passive than aggressive. Public rage can set a tone and the streets can grab the attention of the political class but thus far the beaches are more crowded than the squares. People are upset but outside of the social media channels, there are few suggestions that this tragic death will change anything. Thus those who planned and hired this hit have sent their message. They have intimidated, they have stated their case for the status quo of uncontrolled crime, violence and malfeasance which strain, stain and sustain Brazil’s political status quo.

Some suggest that Brazil’s violence has metastasized and will eventually lead to the death and collapse of the system. The problem with this view is that fails to account for the resilience of accommodation. People continue to accept criminality, inequality, stupidity and corruption as the norm. Live with it or leave.

A blog from Leonardo Sakamoto, well known Folha de Sao Paulo writer

Some people may think this is a bit over the top for “Brasil cordial”.  What do you think?  Are you used to “porradas”??

Welcome to Brazil! The Proud Land of Porrada

Leonardo Sakamoto

09/10/2013 14:07

Você que está todo animado para visitar o Brasil por conta da Copa do Mundo, no ano que vem, tenha cuidado. O brasileiro que detém qualquer tipo de poder não aceita ser contrariado. São pessoas muito sensíveis, que não reagem bem a críticas ou a qualquer argumento que fuja dos poucos elementos que possuem para explicar o mundo.

Dá para sair ileso disso? Sim, claro! Basta seguir algumas recomendações, como:

Se beijar alguém do mesmo sexo na rua, pode levar porrada.
Detectando a presença de fundamentalistas religiosos ou de pessoas machistas, preconceituosas e/ou homofóbicas (que são a maioria da população, infelizmente), evite proximidade física. Se for abordado, diga que já pagou o dízimo neste mês. Ou visualize uma rota de fuga.

Se criticar o discurso de ódio de um ruralista, pode levar porrada.
Não visite o Congresso Nacional em dia de votação de projeto de interesse da bancada ruralista caso não esteja com a carteirinha de vacinas em dia. Para saber o tipo de imunização, além da anti-rábica, clique aqui.

Se você é jornalista no lugar certo, na hora certa, pode levar porrada.
Aí, não tem muito jeito. Se estiver fazendo o seu trabalho em uma manifestação, provavelmente irá apanhar. Mantenha no bolso um papelzinho com seu tipo sanguíneo e contatos telefônicos em caso de emergência.

Se reclamar que alguém parou sobre a faixa de pedestres, pode levar porrada.
Não sei como é no seu país mas, por aqui, a prioridade do uso do espaço público é dos carros. Pedestres são considerados um incômodo detalhe, mas que já está sendo resolvido. E como qualquer fuinha pode ter uma arma, cuidado ao reclamar se estiver sem colete à prova de bala.

Se você estiver em uma festa e alguém te agarrar à força, não reclame, pode levar porrada.
Jovens brasileiros, principalmente os da classe média, levam a sério a máxima de que mulher na rua à noite está à disposição. Normalmente, andam em bandos, seja por questões de insegurança pessoal ou necessidade de reafirmar a masculinidade, esbanjando testosterona. Ao ver um tipo desses, não olhe para o lado.

Mais do que um país sem memória e com pouca Justiça, vocês visitantes irão encontrar um país conivente com a violência como principal instrumento de resolução de conflitos. A porrada é uma instituição nacional.

Enquanto esse país não acertar as contas com o seu passado, não terá a capacidade de entender qual foi a herança deixada por ele – na qual estamos afundados até o pescoço e nos define. A ditadura não criou a violência desmesurada, mas foi bem eficaz em sua institucionalização como método de controle social.

O Brasil não é um país que respeita os direitos humanos e não há perspectivas para que isso passe a acontecer pois, acima de tudo, falta entendimento sobre eles e, consequentemente, apoio, da própria população.

O impacto desse não-apoio se faz sentir no dia a dia com um grupo que sempre esteve no poder (ricos, brancos, homens, héteros…) aterrorizando, sozinhos ou através da polícia ou de representantes políticos, a outra parte da população.

Se ainda assim quiser vir, beleza. Mas tome cuidado. Gostamos de viver as tradições por aqui. Como o direito de deixar claro quem manda e quem obedece.

Através dela, a porrada, que é o que realmente nos une e nos faz brasileiros.

Copied from Folha de Sao Paulo